Doutor Ricardo realiza capacitação em bovinocultura leiteira

O município realizou, na última quinta-feira, dia 29, no auditório da prefeitura, uma capacitação em bovinocultura leiteira. A atividade – parte do Programa Leite Gaúcho, da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR/RS) – foi dividida em duas etapas: na parte da manhã houve palestras sobre higiene e limpeza de equipamentos e sobre manejo da ordenha. Na parte da tarde foi realizada atividade de campo sobre os mesmos temas, na propriedade do produtor Deomir Secchi. A promoção foi da Emater/RS-Ascar e da Prefeitura.

Para Secchi, receber outros agricultores familiares, além de técnicos e extensionistas da Emater/RS-Ascar em sua propriedade, foi uma excelente oportunidade. Com nove vacas em lactação, produzindo cerca de 190 litros por dia, acredita que ocasiões como essa sempre possibilitam o aprendizado. “Às vezes a gente acha que está fazendo tudo certo e um pequeno detalhe, como a colocação incorreta do conjunto (de ordenhadeira), por exemplo, pode comprometer a qualidade do nosso produto”, avaliou.

Secchi é um dos 100 bovinocultores de leite de Doutor Ricardo que produzem juntos cerca de três milhões de litros de leite por ano. O técnico agrícola da Emater/RS-Ascar de Doutor Ricardo, Paulo Roberto Severgnini, acredita que este número possa ser dobrado, qualificando a pastagem e o melhoramento genético, entre outros. “Muito agricultores, inclusive, já abandonaram o cultivo do fumo já que possuímos, em nosso município, excelentes áreas para a implantação de pastagens”, ressalta.

Um dos agricultores familiares que trabalha para abandonar a produção de tabaco é o jovem Sidnei Valentini, da localidade de Linha Leopolda. Com uma propriedade diversificada produz, ao lado do pai, da mãe e do irmão, gado leiteiro, milho, brócolis e couve-flor. “Os dois últimos são cultivados quando da entressafra de fumo”, enfatiza Sidnei. Mas o objetivo, de acordo com o jovem é reduzir a área destinada a este cultivo pela metade. “Hoje são seis hectares de fumo, mas a intenção é de que sejam apenas três”, diz.

A boa lucratividade gerada pela bovinocultura leiteira foi o gatilho necessário para que a família pensasse nessa mudança. Com 18 vacas produzindo cerca de 230 litros de leite por dia, Sidnei trabalha para melhorar a genética do rebanho e para ampliar o espaço destinado às pastagens. “O trabalho com o leite, além de não ser tão pesado, representa uma garantia de rentabilidade fixa para o produtor, durante todo o ano”, pondera. Para ele, o aumento do preço pago ao agricultor também é um incentivo. “A intenção é investir em uma nova sala de ordenha, capaz de comportar 25 vacas, mantendo a qualidade”, diz.

Para o gerente adjunto do escritório regional da Emater/RS-Ascar, Diego Barden dos Santos, as capacitações, aliadas à assistência técnica permanente e às melhorias feitas pelos produtores em aspectos relacionados à higiene e ao manejo de ordenha, são garantia de qualificação do trabalho. Barden lembrou aos presentes sobre a possibilidade de ampliar os conhecimentos sobre o tema, com a adesão a um curso completo sobre Bovinocultura de Leite, ofertado pelo Centro Regional de Treinamento de Agricultores de Teutônia. “Os produtores interessados não pagam nada e, além de se capacitar, ainda recebem estada e alimentação, com recursos da SDR”, lembrou.

 

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