Diversidade é destaque no cultivo de uvas em Imigrante

O município de Imigrante se destaca pela variedade do cultivo de uvas onde muitas propriedades rurais do município, principalmente de origem italiana, têm na vitivinicultura uma fonte de renda. O produto é utilizado para consumo próprio e também para comercialização.

Segundo dados da Emater/RS-Ascar de Imigrante, há no município aproximadamente 60 hectares de parreirais, onde a uva é consumida e comercializada in natura e também seus derivados, como suco, vinho, vinagre, graspa, geleia e licores.

Os produtores Antônio Selva e Anacleto Ghisleri possuem 5,5 hectares de parreiral, localizados na Linha Ernesto Alves, e esperam produzir cerca de 200 mil quilos. Entre as variedades cultivadas estão Niágara branca e rosa, vênus, isabel precoce e bordô, as duas últimas produzidas de forma orgânica. As uvas são vendidas para vinícolas e também varejo.

Segundo Selva, oito meses são dedicados à produção das uvas, desde a poda até a colheita. A opção de cultivo orgânico se deu em função da preocupação em oferecer alimentos mais saudáveis aos consumidores, além do produto ter valor agregado.

Nestor Berá e a família se dedicam à produção de uvas há cerca de 15 anos, na propriedade localizada em Linha Harmonia Alta. Atualmente, destinam maior parte da produção para empresa fabricante de sucos, na Serra Gaúcha. O período de escoamento da produção chega há dois meses e, em certos dias o caminhão é carregado até três vezes para transportar a produção até Bento Gonçalves. O trajeto chega a aproximados 50 quilômetros, e ainda é necessário aguardar de 2 a 4 horas, até o caminhão ser descarregado.

Segundo Berá, as novas tecnologias diminuem o esforço braçal, pois os caminhões não transportam mais as caixas, sendo utilizado um tombador para descarregar o produto, além de diminuir o tempo de espera entre o descarregamento dos mesmos. Mesmo assim, o cultivo exige muito trabalho e cuidados, mas segundo as empresas que adquirem a produção, as tendências são de melhoras para os próximos anos. O que os motiva a continuar o cultivo de uvas.

Na propriedade de Gilmar Ferla e Lorena Scudela, também na localidade de Harmonia Alta, são cultivadas uvas de mesa, como benitaka, Itália, rubi e bananinha. Por serem mais sensíveis, exigem que o cultivo seja protegido com lona de estufa, o que auxilia na prevenção de doenças e diminui a aplicação de agrotóxicos. Alguns cachos chegam a pesar cinco quilos.

A Técnica da Emater/RS-Ascar de Imigrante, Cristiane Dexheimer, explica que antes de escolher alguma variedade para plantio é necessário ter certeza de qual mercado se quer explorar, pois há diferença entre as utilizadas para o consumo in natura para a fabricação de vinhos. “Conhecer as condições climáticas e também do solo da propriedade é de extrema importância, pois cada variedade exige uma quantidade de frio, solo e água que influenciam diretamente na produção e desenvolvimento da planta, além de ocorrência de pragas e doenças”, explica ela.

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