Diretor do alSescon/RS explica como funciona o cruzamento de informações do Fisco

Reunião-almoço abordou a visão do Fisco em relação aos riscos da atividade empresarial frente ao cruzamento de informações fiscais, econômicas e financeiras

O contabilista Celso Luft, vice-presidente do Conselho Regional de Contabilidade do RS e diretor do Sindicato das Empresas e Serviços Contábeis (Sescon/RS), palestrou na reunião-almoço da Câmara de Comércio, Indústria e Serviço de Estrela (Cacis) na sexta-feira, dia 20. O tema discutido foi o cruzamento de informações de órgãos fiscalizadores em relação a dados empresariais.
Com destaque ao Fisco Federal, Luft mostrou aos participantes como é desenvolvido o trabalho federal e as facilidades que os avanços tecnológicos proporcionaram ao cruzamento exato e mais preciso de informações. Falou sobre as ferramentas disponíveis, que a receita federal utiliza para identificar os movimentos bancários, a compra e venda de veículos e imóveis e, ainda, as remessas para o exterior, como compra de dólares ou euros. “É preciso ter muito cuidado com a omissão de valores. O processo está eficiente e muito mais rígido.”
De acordo com o contabilista, desde dezembro de 2015 existe o E-Financeiro, que é uma declaração feita mês a mês por bancos, seguradoras, corretores de valores, distribuidores de títulos, concessionárias e outros. “É fundamental o empresário ter consciência que agora a receita saberá que há algum problema de informação se na conta dele entrar R$ 40 mil e ele declarar que entrou apenas R$ 20 mil.” Destaca que todos os gastos, despesas, entradas e circulação de valores devem ser apresentadas comprovações. “É como se fosse uma malha fina jurídica.” Segundo ele, as operadoras informam para a fiscalização, movimentações financeiras por semestres, superiores a R$ 2 mil para pessoa física e R$ 6 mil para pessoa jurídica.
Luft explica, ainda, que todo esse processo poderá levar cinco ano para prescrever. “Então, por exemplo, se houver um processo com a declaração dos gastos empresariais em 2016 ou 2017, a empresa poderá sofrer conseqüência ainda em 2022”, finalizou.

Fonte Dobro Comunicação

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