Dieta para Vacas Leiteiras é tema de curso em Teutônia

O Centro de Formação de Agricultores de Teutônia (Certa), em parceria com a Emater/RS-Ascar e com o Colégio Teutônia, realizou entre terça e quarta-feira, dias 6 e 7, o primeiro módulo de mais uma edição do Curso de Dieta para Vacas Leiteiras. A capacitação – que contou com a participação de agricultores e extensionistas dos municípios de Coqueiro Baixo, Santa Maria, Paverama, Taquari e Rio dos Índios – terá continuidade nos dias 3 e 4 de dezembro, quando ocorre o segundo módulo.

Entre os assuntos abordados na primeira etapa estão introdução para dieta de ruminantes, fisiologia digestiva, variáveis das exigências nutricionais, planilha de gerenciamento de rebanho e práticas de coletas de dados diversas, com pesagem da vaca, período de lactação e última inseminação, entre outros. Na segunda etapa serão realizados estudos de caso, com avaliação da gestão e dieta dos rebanhos participantes, além de serem abordados temas como doenças metabólicas, mineralização e sanidade.

O objetivo desse tipo de capacitação, de acordo com o coordenador dos cursos do Certa, o técnico agrícola da Emater/RS-Ascar, Maicon Berwanger, é qualificar a produção leiteira, a partir daquele que é um dos grandes problemas encontrados no trabalho de campo. “A intenção é orientar os produtores sobre como alimentar o seu rebanho, trabalhando aspectos relacionados ao volume de alimento oferecido a cada animal e a qualidade dos nutrientes que serão disponibilizados durante o processo”, observa.

O produtor Célio Manoel Dalla Nora, da comunidade de Linha Fátima, em Rio dos Índios, é formado no curso técnico em Agropecuária e tem aplicado na prática do dia a dia os conhecimentos adquiridos em sala de aula e as vivências possibilitadas pelas capacitações. “Até pouco tempo atrás, eu desconhecia a importância de equilibrar os nutrientes na hora de alimentar os animais”, exemplifica o agricultor que, ao lado dos pais, possui um plantel de 27 vacas, que produzem, juntas, uma média diária de 700 litros de leite.

A mudança veio há cerca de dois anos, quando a família passou a investir mais na produção de leite. A qualificação da infraestrutura – com a colocação de uma sala de ordenha, um galpão de alimentação e um novo resfriador – foi o primeiro passo para que o número de animais e o volume produzido praticamente triplicassem. A atenção para a genética e a implantação de uma área de 3,5 hectares de pastagens perenes também contribuíram para o fortalecimento da atividade. Hoje o jovem, que já trabalhou na cidade, vê futuro na permanência na propriedade. “Minha ideia, futuramente, é dobrar o plantel”, garante.

De acordo com Berwanger, o resultado alcançado pela família de Célio é um indicativo da importância da qualificação como parte do processo de fortalecimento das famílias produtoras de leite. “Muitas vezes os bovinocultores até se surpreendem com os resultados alcançados pelos seus rebanhos”, acredita. “Existe a tendência de se acreditar apenas no melhoramento genético como vetor para o aumento da produtividade, sendo que o manejo nutricional pode ser o responsável, não apenas por dobrar o volume de leite produzido, mas qualificar a parte reprodutiva, numa espécie de movimento inverso”, finaliza.

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