Desafios dos Vales do Taquari e Rio Pardo são pauta de reunião em Encantado

Reunidas na Suinofest, em Encantado, lideranças de entidades empresariais analisaram informações econômicas e sociais sobre os Vales do Taquari e Rio Pardo. O encontro ocorreu na última sexta-feira, dia 6, e foi coordenado pelo presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC Vale do Taquari), Ito Lannius, na companhia da presidente da Associação Comercial e Industrial de Encantado (Acie), Renata Galiotto. O grupo teve acesso a dados gerais do Rio Grande do Sul, bem como específicos das duas regiões, os quais constam no trabalho organizado pela Pólo RS – Agência de Desenvolvimento, entidade não–governamental privada que reúne empresas e entidades representativas de diferentes setores da economia do Estado.

O trabalho apresenta diferentes cenários, revelando potenciais e desafios. Um deles é o número de empregos entre a População Economicamente Ativa (PEA), que em Lajeado alcança a surpreendente marca de 95,6%. “O problema é que essa é a realidade da cidade polo, e não do Vale do Taquari, que tem índice de 63%”, aponta o diretor executivo da Pólo RS, Ronaldo Krummenauer. Outro contraponto é a renda per capita, que é de R$ 700 no Vale do Rio Pardo e R$ 827 no Vale do Taquari, contra R$ 959 da média gaúcha. No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB), a participação do Vale do Taquari, que já era de 4% no PIB estadual, regrediu para 3,03%. “Esse dado nos preocupa muito e está relacionado a tantos outros assuntos que precisam ser observados se queremos melhorar”, afirmou Lannius.

Entre outras ações que a CIC Vale do Taquari pretende trabalhar nos próximos dois anos está justamente a recuperação do PIB. E a entidade elegeu a energia como bandeira desta caminhada. “Pretendemos através de uma grande conscientização e articulação política implementar a produção de energia, principalmente hídrica, aproveitando o potencial do Rio Taquari e seus afluentes, tudo de forma sustentável, com todo cuidado aos fatores ambientais”, revelou o presidente da CIC Vale do Taquari.

Além de dados econômicos, a Pólo RS mostrou que 70% da população (com mais de 10 anos) não tem o Ensino Médio completo, influenciando no baixo nível de desenvolvimento. No aspecto segurança pública, a plateia se deparou com indicadores negativos, como o aumento de 500% em tráfico de drogas no Vale do Taquari, e 340% na região vizinha, entre os anos de 2004 e 2013.

A reunião em Encantado também teve a participação do diretor-presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luis Carlos Bertotto, além de representantes da Fiergs do Vale do Taquari e Rio Pardo, e da vice-presidente da Federasul, Simone Leite. Ela elogiou a aproximação das duas regiões e a importância do associativismo público-privado. “Não pode cada um buscar o seu protagonismo. Precisamos unir o público e o privado e assim vamos achar o caminho para o desenvolvimento”, afirmou Simone.

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