Defesa Civil: Vale do Taquari terá sete delegados na Conferência Nacional

O Vale do Taquari terá sete delegados participando da 2ª Conferência Nacional de Proteção e Defesa Civil (2ª CNPDC), que acontece em Brasília de 04 a 07 de novembro. A conferência promoverá a participação, o controle social e a integração das políticas públicas relacionadas à proteção e à Defesa Civil. Coordenada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional, a proposta é definir princípios e diretrizes para a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil.

A votação dos sete delegados – representantes dos municípios de Lajeado, Estrela, Teutônia e Marques de Souza – aconteceu durante a 2ª Conferência Estadual de Proteção e Defesa Civil (2ª CEPDC) , realizada na segunda-feira, dia 19, no salão de atos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

11ª Redec

Considerando a área da 11ª Coordenadoria Regional da Defesa Civil (11ª Redec), são nove os delegados, pois também os coordenadores da Defesa Civil (DC) de Soledade e Candelária foram escolhidos para participar da Conferência Nacional. Satisfeito com expressiva participação dos municípios de sua regional na Conferência Estadual, o coordenador da 11ª Redec, tenente coronel Vinicius Renner Galvani, comenta que a participação dos delegados locais no evento nacional permite levar e fazer maior divulgação de experiências exitosas aqui, como a ação Viva o Taquari Vivo. “Vamos partir do campo das ideias para as ações, defendendo diretrizes como o foco de atenção das comunidades na preservação, estudo e pesquisa dos corpos hídricos”, exemplifica Renner.

Conferência Intermunicipal

O coordenador da DC de Lajeado, Gilberto Schmidt, avalia o bom resultado na votação dos delegados do VT como resultante do êxito da 1ª Conferência Intermunicipal de Proteção e Defesa Civil, realizada em 12 de março, na Univates, que contou com a participação de 27 municípios. “A partir da Conferência Intermunicipal, conseguimos esta mobilização e articulação que nos permitiu a forte participação na Conferência Estadual”, enfatiza.

Nos debates da 2ª CEPDC, os delegados dividiram-se por segmento: comunidade científica, conselhos profissionais, poder público e sociedade civil. As propostas foram debatidas nos grupos e votadas por meio de sistema online. Os participantes puderam escolher até três princípios gerais e cinco diretrizes por eixo temático.

Delegados

Os delegados da região que participarão da 2ª CNPDC:

Segmento Poder Público
Jorge Both – Coordenador da DC Estrela
Gilberto Schmidt – Coordenador da DC Lajeado
Airton Lamb – Coordenador da DC Marques de Souza
Aline Moraes Maciel – Coordenadora da DC Soledade
Euclides Silveira Rodrigues – Coordenador da DC Candelária

Segmento Sociedade Civil
Vandoir Lappe da Silva – Bombeiros Voluntários de Teutônia
Antonio Juarez M. C. da Silva – Associação Comercial e Industrial de Lajeado
Pedro V Pereira – Técnico em Segurança de Estrela

Segmento Comunidade Científica

Cléberton Bianchini – Acadêmico de Engenharia Ambiental – Univates – 1º suplente

Realidade gaúcha

Com um histórico que lida anualmente com estiagens, geadas e chuvas, o Rio Grande do Sul teve na 2ª CEPDC a participação de aproximadamente 300 municípios nas discussões sobre defesa civil. “Após sete meses de mobilização e debates, estamos aqui para dar continuidade e propor melhorias para a defesa civil do Estado”, declarou o secretário-chefe da Casa Militar do RS, coronel Oscar Luis Moiano. Ele ressaltou os avanços relacionados à área que ocorreram nos últimos anos, como a reativação do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres – Cenad. “Ainda temos muito a fazer e, por isso, estamos aqui para que todo o esforço transforme-se em benefícios para a comunidade”, completou.

Propostas

Ao todo, a 2ª CEPDC recebeu 229 propostas provenientes das etapas municipais. Os delegados votaram 10 princípios e 30 diretrizes que serão levadas para a conferência nacional. Entre os mais votados estão o fortalecimento do sistema de monitoramento e o alerta de desastres. Outro pleito foi a profissionalização dos agentes de defesa civil, com capacitação contínua.

Em relação às diretrizes aprovadas, foi escolhida a inclusão, no currículo escolar, do tema gestão de risco, bem como de conteúdo relacionado à resposta de desastres. Também irá para a etapa nacional a proposta de criação de cursos locais de formação dos agentes de defesa civil.

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