Debate sobre energia elétrica ocorre nesta quinta-feira

Transtornos e prejuízos causados pelos seguintes apagões durante os meses de calor motivam audiência pública. Às 19h desta quinta-feira, dia 13, líderes regionais, produtores e representantes da AES Sul se reúnem para debater medidas capazes de solucionar os problemas. O encontro ocorre no Centro Social Urbano de Roca Sales, na avenida General Daltro Filho.

A reunião foi intermediada pelo deputado estadual Lucas Redecker, após reunião com o prefeito de Roca Sales, Nélio Vuaden, e com o vereador Fabiano Paloschi. O gestor municipal listou ao parlamentar as perdas acontecidas em fevereiro, quando seis cidades cidades do Vale do Taquari tiveram quase R$ 5,4 milhões em prejuízos devido à queda na rede da AES Sul.

Na época, cerca de 500 mil frangos morreram pela falta de energia elétrica, em que os sistemas de ventilação e nebulização dos aviários foram interrompidos. “Roca Sales tem uma demanda com a zona rural, onde produtores necessitam de energia de qualidade e equilibrada, em especial nas épocas mais críticas, como o verão”, afirma o prefeito Vuaden.

O deputado Redecker pretende agir de forma preventiva, para que a região não enfrente os mesmos problemas. Para ele, as concessionárias devem cumprir com seu dever de fornecer energia elétrica de qualidade aos consumidores. “É isto que vamos reivindicar.”

A AES Sul será a única concessionária a participar da audiência pública, responsável pelo abastecimento de 87 mil propriedades no Vale do Taquari. A decisão se vale pelo fato de a estatal concentrar a maioria das reclamações dos consumidores, aponta o deputado estadual.

Cenário negativo

As fornecedoras da região recebem energia elétrica do sistema com linhas de 230 mil volts, oriundos da Usina de Passo Real, do Complexo de geração da Bacia do Jacuí e da subestação Nova Santa Rita, conectada ao Sistema Interligado Nacional.

A matriz energética do país é composta por 70% de hidroelétricas. Como elas estão em dificuldades de atender a demanda, devido ao período de estiagem na Região Sudeste, as usinas térmicas passaram a ser utilizadas com maior intensidade desde 2012.

Mas a medida encarece o custo de geração em quase seis vezes. Segundo líderes do setor, está se criando um passivo que resultará no aumento do preço repassado ao consumidor durante os próximos meses.

Maiores problemas estão no campo

Pesquisa desenvolvida pelo governo gaúcho aponta o quadro da energia elétrica no Estado: as concessionárias não investem os recursos necessários na área rural. Cerca de 250 mil agricultores têm problemas de abastecimento, em especial durante o verão. Neste período são comuns quedas de energia em função da sobrecarga da rede, ocasionada pelo excesso de aparelhos de climatização utilizados para refrigerar aviários.

Uma das alternativas para evitar transtornos em decorrência dos apagões é a instalação de geradores nas propriedades. O equipamento supre de forma automática a unidade consumidora na falta de energia da distribuidora. A procura pelos aparelhos aumenta tanto na cidade como no campo. A potência dos modelos mais vendidos varia entre 1,2 mil e 30 mil watts, cujo preço vai de R$ 1 mil a R$ 22 mil. Com maior demanda, alguns modelos encareceram 30%.

Os consumidores também devem avisar as fornecedoras de energia, de forma antecipada, se necessitarão de carga maior para a propriedade. A medida é aconselhada sempre que um novo equipamento elétrico for implantado na rede.

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