Dália reúne produtores do Vale dos Lácteos e premia destaques

Uma retrospectiva ao passado, realizada pelo presidente Executivo da Dália Alimentos, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, remeteu ao que hoje é o Programa Vale dos Lácteos. Foi assim que Freitas abriu a apresentação dos resultados do programa na sexta-feira, dia 13, durante o 2º Encontro dos Produtores do Vale dos Lácteos. O evento foi realizado na sede da AABB, em Encantado, e reuniu 50 casais que fazem parte do programa iniciado em 2009.

Freitas ressaltou a satisfação da Dália em ter um grupo tão comprometido com a produção leiteira e recordou o início dos trabalhos. Foram necessárias algumas viagens à região da Galícia, na Espanha, para a estruturação do programa que visa qualificar a atividade por meio de índices de produtividade. “Podemos dizer que o setor de gado leiteiro da Dália é o que vimos antes e depois da Galícia”, comenta.

Segundo o presidente, para fazer parte do Vale dos Lácteos, o produtor precisa seguir alguns critérios, entre eles ter animais sanitariamente controlados, com nutrição e boa genética. A participação é espontânea. Citou como fruto do Vale dos Lácteos outro projeto liderado pela Dália Alimentos: o de Transplante de Embriões.

O gerente da Divisão Produção Agropecuária (DPA), Igor Weingartner, apresentou números do balanço das atividades e destacou a eficiência da equipe de gado leiteiro, responsável pela coordenação e execução do programa. Também enfatizou outros projetos liderados pela equipe, no que se refere ao gado leiteiro.

Dentre eles, a Escola do Leite, projeto desenvolvido inicialmente na região de Anta Gorda, com aulas teórico/práticas, em um total de seis turmas e cerca de 300 alunos. Reportou-se ao transplante de embriões, que visa acelerar o processo de melhoramento genético, multiplicando a genética das melhores vacas do programa, disponibilizadas para o plantel do quadro social; da assistência técnica geral, que atende a 1,9 mil produtores e 27 mil animais em lactação; e aos condomínios associativos de leite, com quatro grupos constituídos nos municípios de Roca Sales, Nova Bréscia, Candelária e Arroio do Meio e um investimento projetado de R$ 16 milhões em granjas robotizadas.

Quanto ao Vale dos Lácteos, demostrou satisfação em anunciar que os produtores são diferenciados. “Todos produzem bem acima da média geral da empresa, que é de 18,3 litros de leite/vaca/dia”, informou Weingartner.

O deputado Edson Brum, um dos parlamentares gaúchos pioneiros na participação às viagens à Galícia junto às comitivas, disse que quando se trata de leite e qualidade, trata-se de saúde pública. “Fico orgulhoso em participar deste processo. Vou solicitar uma audiência pública em Porto Alegre para apresentar o programa. Mais uma vez, a Dália sai à frente”, elogiou.

O secretário adjunto da Secretaria de Agricultura do Estado, Cláudio Fioreze, falou da recente missão de uma comitiva do Estado à China e disse que o leite possuiu grande potencial para entrar naquele país. “Existe potencial de consumo e precisamos habilitar o Rio Grande do Sul para exportar leite e derivados”, informou. Falou da Escola do leite, cujo modelo de projeto quer levar a experiência para todo o Estado. Sobre os condomínios associativos do leite, afirmou que “a Dália é uma cooperativa que preza ações de vanguarda.”

O vice-presidente do Conselho de Administração da Dália Alimentos, Pasqual Bertoldi, citou as mudanças no setor leiteiro e alertou que os produtores precisam se readequar para permanecer ativos no mercado. Quanto ao Vale dos Lácteos, enalteceu que os associados que integram o programa estão à frente, impulsionado o desenvolvimento da cooperativa. “Vocês estão 15 anos à frente, são exemplos exitosos e que muito nos orgulha.”

De oito para 63 produtores

O coordenador do setor Gado Leiteiro da Dália Alimentos, zootecnista Fernando de Araújo, informou dados acerca do programa. Lembrou que o Vale dos Lácteos foi criado em 2009, com apenas oito produtores participantes. Hoje, são 63 associados de 34 municípios dos vales do Taquari e Rio Pardo.

O programa oferece melhoramento genético, qualidade do leite, sanidade do rebanho e controle reprodutivo. Para isso, uma equipe composta por 15 profissionais, entre médicos veterinários, zootecnista, nutricionista e técnicos prestam assistência técnica focada e diferenciada.

Disse que o ano de 2013 foi importante para o programa, pois contou com a adesão de novos produtores. Destaque para os pertencentes ao Assentamento 30 de Maio, de Charqueadas, o primeiro assentamento do Estado com controle oficial de gado leiteiro.

Premiação

Na ocasião, foram premiados os produtores que se destacaram durante o ano. O Prêmio Melhor Qualidade do Leite foi entregue ao associado Jaino Finkler, de Vale do Sol, por ter atingido a menor média anual de Contagem de Células Somáticas de rebanho em 2013 – com 94.000 CCS/mL.

O Prêmio Melhor Desempenho de Rebanho foi concedido a Artur Ziglioli, de Dois Lajeados, e a Lidenor Giliotto, de Serafina Corrêa, por terem atingido os melhores resultados de rebanho em relação à produtividade e composição do leite.

O Prêmio Maior Lactação ficou com a propriedade de Lidenor Giliotto, com a vaca Dália Propriedade Giliotto 8813, que produziu 16.059 litros de leite em 305 dias, sendo a média de 52 litros/dia.

Saiba mais

O Programa Vale dos Lácteos existe há quatro anos e surgiu depois que a diretoria da Dália participou de viagens à região da Galícia, na Espanha, a fim de conhecer o modelo de produção Galego. A Galícia é geográfica e economicamente semelhante ao Vale do Taquari, onde a grande maioria das propriedades é composta por minifúndios.

No passado, a atividade leiteira estava em decadência, devido a problemas de escala, mão de obra e sanidade. “Faltava profissionalismo e organização no campo, algo parecido com que enfrentamos no momento no Brasil”, considera Weingartner. Com a reestruturação e realização de um programa baseado em pilares relacionados à sanidade, alimentação, melhoramento genético e cooperação, a história da Galícia foi transformada, sendo hoje reconhecida como uma das regiões mais desenvolvidas do mundo na produção leiteira.

Após as viagens, a Dália estruturou um programa similar junto aos seus associados, o Vale dos Lácteos. Atualmente, são 63 propriedades trabalhando nesse modelo, com um rebanho composto por 3,5 mil animais registrados oficialmente e 1,4 mil animais em controle leiteiro oficial. “Temos mais de mil e quinhentas lactações fechadas e iniciamos o processo de transferência de embriões entre as propriedades”, informa.

O perfil dos produtores que integram o Vale dos Lácteos tem média anual superior a 28 litros de leite/vaca/dia, recebe assistência veterinária diferenciada, realiza análise de leite especial e tem atendimento distinguido da equipe técnica.

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