Dália reúne produtores do Programa Vale dos Lácteos

Com 43% de todos os animais em controle leiteiro no Estado e 3% no Brasil, o Programa Vale dos Lácteos da Dália Alimentos busca a qualificação da produção leiteira. Este, dentre outros dados, foram apresentados pela equipe técnica do Setor de Gado Leiteiro da cooperativa na última quarta-feira, dia 9, durante o Encontro Anual dos Produtores do Programa Vale dos Lácteos.

O evento foi realizado na sede da AABB de Encantado e reuniu 93 pessoas. Na recepção ao grupo, o presidente do Conselho de Administração da Dália Alimentos, Gilberto Antônio Piccinini, lembrou que o Vale dos Lácteos foi estruturado a partir de modelos de gestão visualizados na Galícia, importante região produtora de leite da Espanha. Também enfatizou que o atual mercado necessita de um produto com qualidade e, por isso, a importância da profissionalização do produtor na atividade leiteira. “Estamos em busca de um mercado internacional, por isso precisamos atingir a qualidade plena.”

O supervisor do Setor de Gado Leiteiro, Fernando Oliveira de Araujo, e os médicos veterinários que atuam no programa, Luciano Redü e Eduardo Caminha, apresentaram dados acerca do trabalho, a partir de relatórios de cada propriedade participante e atendida.

Por fim, o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do RS (Gadolando), Marcos Tang, discorreu acerca de sua carreira como médico cirurgião-geral e produtor de leite. Tang possui uma propriedade no interior do município de Farroupilha onde, junto aos pais e ao irmão, dedica-se à atividade leiteira aos finais de semana.

A rotina agitada imposta pela medicina na capital mescla-se a não menos frenética da propriedade agrícola. Ele, que vive em Porto Alegre com a esposa e as duas filhas, todo fim de semana desloca-se ao interior para acompanhar de perto a propriedade e o rebanho leiteiro premiado em diversas feiras, inclusive na Expoiter. Ao reportar-se aos produtores, o médico e colono – como se auto-define – deixou claro que nos dias atuais é preciso trabalhar com foco na qualidade. “Quem manda na cadeia leiteira é o nosso consumidor, por isso precisamos estar atentos à qualidade.”

Citou, com afinco, a importância de se fazer o controle leiteiro, registrar o rebanho, modernizar a propriedade, buscar conhecimento e ter acesso a qualquer tipo de informação. Também fez alusão à família, sempre enaltecendo a dedicação dos pais, da esposa e das filhas com a propriedade. “Para atingirmos o patamar de qualidade que tanto almejamos é preciso juntar todos estes esforços, só assim teremos conhecimento, vontade e dedicação para seguirmos em qualquer profissão ou atividade bem.”

O programa

O Programa Vale dos Lácteos conta com 63 propriedades participantes, existe há seis anos e visa melhorar os índices produtivos, gerar renda aos produtores e fornecer matéria-prima de melhor qualidade à indústria.

Para participar do programa cabe ao produtor realizar: 1) teste de brucelose e tuberculose anual de todo o rebanho; 2) registrar os animais nas associações de raça; 3) efetuar o controle leiteiro mensal com amostra individual de cada animal; 4) respeitar o calendário de vacinação adotado pela equipe técnica, 5) seguir a orientação nutricional e 6) utilizar avaliação genética no rebanho com auxílio do departamento técnico.

Hoje, o Vale dos Lácteos possui cerca de quatro mil animais ativos na Gadolando e na Associação dos Criadores de Gado Jersey do RS, sendo que destes 1,5 mil animais encontram-se em controle leiteiro. O Programa é coordenado pelo Setor de Gado Leiteiro da Dália Alimentos e conta com o trabalho de médicos veterinários, zootecnistas e técnicos em agropecuária.

Visitas mensais

Divididos por regiões, dois médicos veterinários orientam os produtores participantes sobre o manejo reprodutivo, nutrição, da genética, registro genealógico, controle leiteiro, dentre outros assuntos ligados à atividade leiteira. Também conta como prática rotineira do programa, o monitoramento e a implantação de práticas preventivas no Controle de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT). Para o bom desempenho do trabalho, alia-se a isso, o uso de equipamentos como ultrassom, que possibilita o diagnóstico precoce de prenhes.

Os benefícios em fazer parte do Vale dos Lácteos somam-se à assistência reprodutiva, que é garantida ao produtor a cada 30 dias. Além do serviço reprodutivo, o veterinário realiza a vacinação contra brucelose das fêmeas com idade entre 3 e 8 meses. Da mesma forma, seguem sendo realizadas as vacinações conta IBR, BVD e leptospirose, com apenas o custo da vacina pago pelo associado. Já o custo de cada fêmea em controle reprodutivo, acima de 14 meses, é de R$ 3,45.

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