Dália investirá R$ 4 milhões em Nova Bréscia em projeto pioneiro

Nova Bréscia será o primeiro município a receber o projeto de bovinocultura de leite totalmente automatizado, atuando no sistema associativo e com a junção de 16 produtores. A iniciativa, mais uma vez, coloca a cooperativa Dália Alimentos em destaque pelo pioneirismo e inovação do projeto. Serão investidos cerca de R$ 4 milhões no município que é um dos quatro a receber o programa – os demais são Roca Sales, Candelária e Arroio do Meio.

A parceria público-privada entre Dália Alimentos e prefeitura de Nova Bréscia foi firmada na última quarta-feira, dia 2 de abril, durante sessão ordinária da Câmara de Vereadores. Os nove vereadores votaram favoráveis ao projeto de lei que prevê a destinação de recursos como contrapartida do município para aquisição de uma área de terras para execução do projeto, além de terraplanagem, energia elétrica trifásica e a construção de um poço artesiano.

Participaram do encontro representando a Dália Alimentos o presidente do Conselho de Administração, Gilberto Antônio Piccinini; o gerente da Divisão de Produção Agropecuária (DPA), Igor Weingartner; o zootecnista e supervisor do Gado Leiteiro, Fernando Oliveira de Araújo; e o ex-conselheiro e presidente do grupo de produtores que irão participar do condomínio em Nova Bréscia, Ademir Lorenzon. Também esteve presente o prefeito Gilnei Agostini, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Celito Turatti, vereadores e produtores que deverão integrar o programa.

Projeto pioneiro e inovador

Weingartner apresentou um vídeo institucional da empresa explicando os objetivos e o formato de atuação do Programa Associativo de Produção Leiteira. Disse que a ideia surgiu há três anos, após um diagnóstico levantando pela cooperativa, que foi amadurecendo com base na preocupação da empresa em estancar o êxodo rural e garantir mais qualidade de vida aos produtores, fazendo-os permanecer no campo de forma associativa. “Será um grande projeto da Dália, com ordenha robotizada e gestão compartilhada. Não se trata da melhor granja do Vale do Taquari, mas sim do Brasil”, enalteceu o gerente.

Piccinini lembrou que o programa teve inspiração após viagens à Galícia, na região da Espanha. “Lançamos o projeto em 2011, com a preocupação nas famílias rurais. Hoje sabemos que será um projeto em nível de Estado, único em todo país. Celebramos uma data histórica e importante para o segmento leite.” Segundo ele, a cooperativa já garantiu o valor de R$ 16,4 milhões, financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), cujo órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia é responsável por financiar projetos na área da inovação e da tecnologia.

Agostini colocou que não se trata de um projeto qualquer, mas sim de um projeto único e inovador. “É um orgulho para Nova Bréscia ser o primeiro município no Brasil a ter essa tecnologia e fazer parte dessa iniciativa, que prevê a produção em forma associativa, com robôs realizando o serviço. Temos a certeza de que será um grande investimento que vai orgulhar nosso município e nossos produtores”, falou.

O presidente do Legislativo, Jorge De Maman, parabenizou a iniciativa da Dália Alimentos e disse que a Câmara de Vereadores é parceira de projetos que visem o crescimento e desenvolvimento setor primário, além do bem-estar dos agricultores e estancamento do êxodo rural. “Tenho a certeza de que será um grande e próspero negócio para Nova Bréscia.”

Investimento de R$ 4 milhões

O Programa Associativo de Produção Leiteira é pioneiro no Brasil. Terá granjas em Nova Bréscia, Roca Sales, Candelária e Arroio do Meio. Caberá à Dália Alimentos investir, em cada condomínio, o valor de R$ 4 milhões. Na contrapartida, os municípios se comprometerão em disponibilizar a área de terras, terraplanagem, abertura de poço artesiano e rede trifásica de energia elétrica.

As instalações, com alto padrão tecnológico e modernização, terão capacidade para alojar 262 vacas, com ordenha robotizada. A participação em cada projeto será de 16 famílias, podendo variar em cada condomínio.

A proposta sugere que a infraestrutura, a tecnologia e a administração técnica sejam de responsabilidade da cooperativa. Os produtores serão sócios do empreendimento e responsáveis pela alimentação das vacas, adquirindo suas cotas de acordo com o valor dos animais que irão alojar no condomínio. Toda a gestão será conjunta com as famílias associadas. Com isso, o projeto irá garantir maior qualidade do leite e, em consequência, melhor preço e qualidade de vida aos agricultores.

Conforme Piccinini, o projeto está alicerçado nos conceitos de coletividade. “Hoje as famílias estão produzindo de forma independente, com dificuldades de mão de obra, idade avançada, escala de produção mediana e baixa, fadadas a deixarem a atividade num futuro próximo”, comenta. E completa: “com a formação do empreendimento, o leite do grupo será produzido em um único local, o que garantirá maior preço e maior qualidade.”

Todos os recursos serão otimizados: equipamentos, mão de obra e tempo. Os animais receberão assistência técnica intensiva, alimento balanceado e regular, o que trará produtividade e eficiência. Após quatro anos, a Dália Alimentos projeta que a unidade atinja a média de 30 litros de leite por vaca/dia, o que resultará no montante de 9,1 mil litros por lactação, índice dos maiores produtores de leite do mundo. Com este volume, o crescimento de receita de cada município com arrecadação de impostos poderá aumentar em 168%.

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