Dália Alimentos avança obras em condomínios com ordenha robotizada

A Dália Alimentos prossegue com as obras nos quatro Projetos Associativos de Produção Leiteira nos municípios de Nova Bréscia, Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária. Totalizando um investimento de R$ 20 milhões, a cooperativa inova com um novo modelo de produção de leite: com alto padrão tecnológico e de forma coletiva.

O empreendimento mais avançado, do município de Nova Bréscia, está em fase de finalização das obras civis, com acabamento interno do pavilhão principal e instalação dos equipamentos e robôs. O município de Roca Sales também apresenta um estágio avançado com as obras de fundação e cobertura do pavilhão central.

Em Arroio do Meio a previsão é de que, em breve, tenham início os trabalhos de fundação e construção das três casas destinadas à moradia dos funcionários. Já em Candelária encontra-se em andamento as obras de terraplenagem (foto). Na última semana, o presidente do Conselho de Administração da Dália Alimentos, Gilberto Antônio Piccinini, e o gerente da Divisão Produção Agropecuária (DPA), Igor Weingartner, estiveram no local acompanhando a obra. Também esteve presente o prefeito do município, Paulo Butzge, acompanhado por secretários municipais.

Piccinini ressalta que a expectativa em torno do início da operação dos condomínios é grande, tanto por parte das famílias, que integrarão os projetos, quanto por parte dos demais associados da cooperativa. “Depois de concluídos, serão organizadas visitas de grupos de associados aos condomínios, pois entendemos tratar-se de um importante projeto, que servirá de estímulo às famílias para planejarem o futuro da produção leiteira.”

Saiba mais

A escolha da Dália Alimentos pela ordenha robotizada foi motivada pela busca de uma solução para o déficit de mão-de-obra na região e uma alternativa para incrementar a produtividade dos produtores familiares.

Cada condomínio terá três conjuntos de robôs importados da Suécia, da marca DeLaval. Os empreendimentos serão compostos por um pavilhão principal de 120 metros de comprimento e capacidade para alojar 262 vacas no sistema de confinamento; um galpão para máquinas, equipamentos e implementos; um galpão para a criação de terneiras; quatro silos; três casas residenciais para moradia dos funcionários e uma balança rodoviária.

Dos 262 animais que serão alojados, 210 estarão em lactação, com uma média projetada para a produção de 30 litros de leite/vaca/dia. Os funcionários do condomínio terão apenas o trabalho de gerenciar o empreendimento, controlar os robôs e fornecer a alimentação ao rebanho confinado, já que as máquinas serão as responsáveis por ordenhar o rebanho. Através de um chip acoplado a um colar no pescoço de cada animal será possível saber o momento correto para sua ordenha e alimentação.

Os produtores serão sócios do empreendimento e responsáveis pela alimentação e aquisição das vacas. Eles participarão adquirindo cotas, de acordo com o número de animais que alojarão.

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