Curso de Processamento de Pescado é realizado em Anta Gorda

A Emater/RS-Ascar realizou na quarta-feira, dia 8, no salão da comunidade de Linha Terceira Moresco, em Anta Gorda, um Curso de Processamento de Pescado. Voltada as integrantes do Clube de Mães Amizade e aos participantes da Chamada Pública da Sustentabilidade – operacionalizada pela Emater/RS-Ascar, por meio de convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) do Governo Federal – a atividade teve o objetivo de proporcionar conhecimentos técnicos e práticos a respeito do tema da capacitação.

De acordo com a extensionista social da Emater/RS-Ascar, Marta Pin Rossini, todas as etapas do processamento foram contempladas, iniciando na limpeza dos peixes, passando por cortes e filetagem, até chegar a elaboração de receitas. Entre os pratos preparados, estiveram peixes na grelha e no forno, além de pastel, lasanha, peixe tipo sardinha, salpicão e iscas e costelinhas fritas, além de outros acompanhamentos. “Para todas as receitas foram utilizadas carpas húngara, prateada e capim, o que não impede o fato de as técnicas utilizadas serem adaptadas para outros pescados”, enfatiza.

Para Marta, outro aspecto também é fundamental para a realização do curso: estimular os participantes a irem para a além da elaboração do peixe frito, uma das formas mais tradicionais de processamento de pescados. “Fora o fato de o alimento ser preparado apenas na Semana Santa ou em outras datas comemorativas, sendo nossa intenção mostrar a importância do consumo frequente de peixes”, ressalta. “Ainda mais se levarmos em conta o fato de muitos agricultores possuírem açudes em casa, o que facilita o acesso a um alimento sempre fresco”, afirma.

É o caso da agricultora Teresinha Ferla, que preside o Clube de Mães Amizade. Com dois açudes em casa, retira os peixes – em muitos casos jundiás ou traíras – para fazê-los fritos. “O problema é que a gente até gosta de comer peixe, mas não tem muita paciência pra elaborar”, diz ela. “Talvez o curso nos ajude nesse sentido”, completa. Para a integrante da Chamada Pública Cladi Gasparin, só se faz peixe se ele for frito e sem espinhos. “A minha filha até gosta de fazer uns pratos mais elaborados, mas a gente acaba fazendo esse básico mesmo”, afirma a agricultora que, na propriedade, trabalha com bovinos de leite e avicultura.

Na casa da agricultora Aneli Moresco Canello, quem “assume a frente”, na hora de fazer pratos com peixes é o genro Gabriel Bresciani. “Ele faz na grelha ou com temperos, no forno”, enfatiza a produtora, que possui dois açudes na propriedade em que vive ao lado do marido. “Pela praticidade, comemos peixes uma vez por semana, ao menos”, garante. Os exemplos citados, de acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Fernando Selayaran, ainda indicam uma produção incipiente de pescados em Anta Gorda. “São pequenos açudes, muitas vezes voltados exclusivamente ao consumo da família”, observa.

Na parte da noite, também houve palestra sobre manejo e criação de peixes, ministrada pelo técnico agrícola da Emater/RS-Ascar, Eugênio Senter. Toda a atividade é acompanhada por uma nutricionista do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) local, que orienta os participantes a respeito da parte nutricional dos pescados. O próximo evento está marcado para o dia 14 de agosto na comunidade de Linha Sangão. Mais informações podem ser obtidas no escritório da Emater/RS-Ascar, ou pelo telefone (51) 3756-1142.

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