Apresentação

O Vale do Taquari é um verdadeiro mosaico quando observada sua população. Convivendo e trabalhando harmoniosamente, o povo desta região construiu, ao longo do tempo, sólida estrutura que se baseia em princípios fundamentais do ser humano, respeitando suas convicções, crenças e fundamentalmente suas origens. O Vale do Taquari é formado por pessoas oriundas das mais diferentes partes da terra, e que fizeram deste chão, o seu lar.

A região foi berço de algumas tribos indígenas. Destacam-se os Guaranis, que deram nomes a cidades como Taquari e Guaporé. A imigração portuguesa também faz parte da história. Com a vinda de sete casais para Taquari e sete para Santo Amaro, em 1760, inicia o ciclo dos açorianos e luso-brasileiros, trazendo consigo os escravos. Estes foram mais numerosos nas fazendas de Taquari, Bom Retiro, Fazenda Vilanova, Estrela, Cruzeiro do Sul e Lajeado. Em 1855, inicia a colonização alemã em Lajeado e Estrela. A cultura é uma das marcas do Vale do Taquari, sendo cultuada nos hábitos e tradições culturais do povo. Traços da etnia italiana ainda permanecem desde os anos 1880, quando Encantado foi anfitriã de imigrantes italianos no Vale do Taquari.

É esta gama de etnias que impulsionam o desenvolvimento desta terra, que contempla fortes setores como a agricultura e a indústria.

Indígena

O Vale do Taquari foi, desde tempos imemoriais, berço de algumas tribos que por aqui habitaram. Destacam-se os Guaranis, que deram nomes a cidades como Taquari e Guaporé. Desde 1637, os bandeirantes se acamparam em paliçadas no Rio Tibiquari, em Corvo, para destruírem sua civilização. Nada restou documentado sobre a existência dos indígenas no Vale do Taquari, a não ser restos encontrados em alguns sítios arqueológicos. No período do povoamento, pequenos grupos de índios, escravos evadidos, desertores e foragidos da justiça compunham a população de caboclos na floresta. Os mais civilizados, conhecidos por serranos e ervateiros, vendiam balaios, pinhão, erva-mate e chás.
Fonte: José Alfredo Schierholt

Portuguesa

Com a vinda de sete casais para Taquari e sete para Santo Amaro, em 1760, inicia o ciclo dos açorianos e luso-brasileiros, trazendo consigo os escravos. O Censo de 1814 dá para Taquari 63,7% brancos, 2,9% índios, 3,9% libertos, 25,2% escravos e 4,3% recém-nascidos.
Fonte: José Alfredo Schierholt

Afros 

Os escravos foram mais numerosos nas fazendas de Taquari, Bom Retiro, Fazenda Vilanova, Estrela, Cruzeiro do Sul e Lajeado. Geralmente, eram mais mansos, por serem melhor tratados. Muitas vezes, os donos de escravos foram padrinhos de seus filhos. Os padres jesuítas proibiam a prática de crendices e tradições herdadas da África. Os imigrantes não podiam ter escravos, mas os alugavam para serviços mais pesados. Em 1858, havia na Freguesia de Taquari 1.160 escravos (25.9%) da população.
Fonte: José Alfredo Schierholt

Alemã 

Em 1855, inicia a colonização em Lajeado e Estrela, vindos pelo Taquari, de baixo para cima. Em 1861, dos 68 pioneiros, 44 vieram da Prússia, 8 eram brasileiros e 16 não estavam identificados. As primeiras famílias se localizaram nas imediações dos atuais bairros de Carneiros, Conventos, Moinhos, em Lajeado; e Novo Paraíso, em Estrela.
Fonte: José Alfredo Schierholt

Italiana

Vindos à região de Caxias do Sul em 1875, lá por 1882 desceram para o Vale do Taquari os primeiros imigrantes italianos. Eles se dirigiram para a região de Encantado, ocupando gradativamente toda a região, construindo ao redor dos capitéis e das capelas inúmeros outros núcleos.
Fonte: José Alfredo Schierholt

Outras etnias

Em menor quantidade, mas, com a mesma garra, austríacos, boêmios, suíços, poloneses, sírio-libaneses e outros vieram emoldurar o quadro étnico da região, engrandecendo-a com suas culturas e contribuindo para a harmonia do variado quadro étnico do Vale.
Fonte: José Alfredo Schierholt

Alivat 

A Academia Literária do Vale do Taquari (Alivat) foi fundada em 4 de outubro de 2005. A partir do estatuto, a entidade teve condições de instalar a Academia Literária propriamente dita, com os acadêmicos ocupando suas cadeiras com os patronos.

A atuação da Alivat é norteada em diversos objetivos: incentivar a produção literária na região, apoiar a publicação de obras por parte de escritores locais, difundir e estimular a leitura e o surgimento de novos escritores e buscar o congraçamento e a aproximação entre os escritores e representantes da cultura regional.

Entre os projetos desenvolvidos estão o Concurso Literário da Alivat e o Sarau Literário. A Alivat tem sede na Casa de Cultura de Lajeado.
Fonte: Alivat

Genealogia no Vale do Taquari

O Centro de Apoio a Pesquisas e Encontros Familiares (CAPEF ) foi fundado em 20 de agosto de 1995 por um grupo de pesquisadores ligados a famílias que promovem encontros e pesquisam a sua genealogia. É uma entidade sem fins lucrativos, a qual podem se associar pessoas de qualquer origem étnica que organizam ou pretendem realizar futuramente encontros de famílias, de qualquer lugar do Brasil.

Contato:
E-mail: genealogiacapef@ig.com.br
Site: www.genealogiacapef.com.br

Centros de Tradições Gaúchas – 24ª RT

Os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) são sociedades civis sem fins lucrativos que buscam divulgar as tradições e o folclore da cultura gaúcha tal como foi codificada e registrada por folcloristas reconhecidos pelo movimento.

Visam à integração social dos seus participantes (tradicionalistas), o resgate e a preservação dos costumes dos gaúchos, através de danças, do churrasco e demais pratos típicos e dos esportes.