Crescem adesões de entidades ao manifesto “Libera Já” contra a Funai

A comunidade está correspondendo ao chamado e tem sido registrado aumento no número de entidades apoiadoras da mobilização prevista para 15 de março na BR-386. Até o momento, cerca de 30 entidades já formalizaram apoio. O grupo de trabalho, constituído por representantes de entidades para acompanhar os avanços nas gestões que visam à liberação dos dois últimos quilômetros que faltam para conclusão das obras de duplicação da BR-386, no trecho Estrela/Tabaí, pela Fundação Nacional do Índio (Funai), reuniu-se novamente na Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) para dar continuidade ao planejamento do evento.

Diante da resistência em liberar em definitivo o trecho final, é que entidades regionais e estaduais preparam grande manifesto à beira da BR-386, previsto para 15 de março, das 9h às 13h, no posto Laguinho, em Estrela, quando a comunidade vai expressar sua inconformidade contra a Funai. As entidades que desejem formalizar apoio ao “Libera Já” devem enviar email com seus dados para o endereço cic@cicvaledotaquari.com.br.

A alegação da Fundação é de que só fará a liberação após assegurada a construção da nova aldeia. Como os direitos indígenas estão plenamente assegurados, com o início das obras da nova aldeia em janeiro passado e término contratado para dezembro de 2015, a expectativa é que o órgão proceda a liberação imediatamente. Os organizadores da mobilização argumentam ainda que os indígenas já residem há anos em casas que ficam fora da faixa de domínio por onde passará a nova pista da estrada.

Gargalo

A preocupação crescente é com indícios vindos da Funai de que só irá liberar os dois quilômetros após a conclusão da aldeia, no final de 2015, o que gera um descompasso com relação à conclusão das obras dos 31 quilômetros restantes, prevista para o mês de maio. De acordo com o empresário Nilton Scapin, do consórcio executor da duplicação, “não há como esperar que a Funai se decida a liberar um trecho que não tem mais porque estar bloqueado por ela”. “Terminado o restante do trecho, em maio, as máquinas vão embora e ficará aquele gargalo de dois quilômetros não duplicados”, alerta.

“Diante deste descalabro imotivado por parte da Fundação, por já estar assegurado o bem estar dos índios, é que nos mobilizamos”, explica um dos líderes do movimento e presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Estrela, Henrique Purper.

Segundo Adelar Stefler, integrante do grupo de trabalho, “além das milhares de pessoas esperadas, já temos cerca de quarenta carretas confirmadas para a manifestação”. “Se a Funai não tiver a sensibilidade de impedir que um gargalo destes se forme para os 20 mil veículos que ali passam, a população saberá denunciá-la ao país e ao mundo”.

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