“Cooperativismo é um sistema econômico e social que valoriza mais as pessoas que o capital”

“O cooperativismo é um sistema econômico e social que valoriza mais as pessoas que o capital, um sistema marcado pelo solidarismo, pela união das pessoas por objetivos em comum, é o verdadeiro espírito democrático.” A frase é do advogado e jornalista Lasier Martins, que no dia 14 de maio palestrou durante o Almoço Empresarial organizado pela CIC Teutônia.

O evento reuniu mais de 160 pessoas no novo auditório da entidade, primeiro evento do gênero realizado no espaço inaugurado pela CIC no mês de março. Com a palestra “A importância do cooperativismo para o desenvolvimento econômico regional”, ele reafirmou o valor das cooperativas, bastante presentes em Teutônia.

“O associativismo, e consequentemente o cooperativismo, com a Languiru, a Certel, a Sicredi e outras cooperativas, está muito presente no município de Teutônia. Certamente essa característica é um dos fatores que contribui para a excelente qualidade de vida encontrada no município, superior a grande maioria das demais cidades gaúchas. Teutônia é um município rico, diferenciado, fundamentado no cooperativismo, sistema econômico e social recomendado há muitos anos por economistas e inclusive por dois Papas, João XXIII e João Paulo II”, iniciou Martins.

O cooperativismo na política

Para o palestrante, o cooperativismo caracteriza-se por uma saudável dimensão humanística, de fundamentos éticos e filosóficos. “E nisso se insere a política, que deveria ser um meio para a realização das pessoas, para o bem-estar social. Uma sociedade democrática deve favores aos contribuintes de impostos. Precisamos lutar para que o Estado, ou seja, as diferentes esferas políticas, invistam em educação, saúde e segurança, que é o que os cidadãos ‘compram’ com o pagamento de impostos. O cooperativismo no meio político significa trabalho em conjunto, que liberta o ser humano do individualismo, com transparência e responsabilidade social.”

Martins se disse um apaixonado pelo cooperativismo. “Concordo e defendo o cooperativismo, no que enxergo uma solução para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. O cooperativismo é solidário e atrai todo tipo de cidadão em potencial.”

Reforma política

Depois de muitos anos dedicados à advocacia, ao rádio e ao telejornalismo, Lasier Martins busca um novo espaço na política. Partidário e de opiniões claras, ele falou do descrédito da política nas suas diversas esferas. “A política é algo indispensável, que cuida do bem-estar e do coletivo. Mas vivemos uma realidade em que políticos oportunistas, que procuram cuidar de interesses pessoais, desvirtuaram o sentido da política. O desvio de recursos públicos é um dos grandes males do Brasil, aliado a um Congresso Nacional improdutivo e caro. Sob a ótica de um jornalista, vejo o Brasil como um país extremamente rico, mas de muita gente pobre”, disse.

Para ele, a base para mudar o panorama está na educação. “As grandes desigualdades somente poderão ser superadas pela educação. Nada iguala mais ricos e pobres que a educação.”

Economia

Martins também defendeu investimentos pesados no setor industrial. “O Brasil apresenta uma enorme deficiência energética, e isso afugenta as indústrias. A produção primária é essencial para a nossa economia, mas aliado a isso precisamos que exista a agregação de valor à matéria-prima. A realidade atual é de altos impostos e juros altos. Precisamos produzir comida e a região do Vale do Taquari é pródiga em produção de alimentos, também por isso é uma região próspera. Mais uma vez nesse processo é primordial o investimento em educação, formando pessoas capacitadas para gerenciar os negócios”, concluiu, respondendo perguntas dos presentes, muitos deles associados, diretores e colaboradores de cooperativas teutonienses, além de lideranças políticas e partidárias locais, regionais e estaduais.

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