Cooperação entre indústrias, startups e universidades geram mudanças nos negócios

Na última sexta-feira (29), o CFO da Randon S/A e presidente do Conselho Diretor do PGQP, Daniel Randon, foi o palestrante durante a reunião-almoço promovida pela Câmara de Comércio, Indústria e Serviço de Estrela (Cacis). O tema central da palestra foi a importância da conexão entre indústria/empresas, startups e universidades para a inovação e a sobrevivência dos negócios. Ele apresentou o case da Randon, explorando como a empresa – que completará 70 anos em 2019 – está trabalhando no cenário atual, extremamente desafiador para todos os setores em termos de inovação. Sua fala, serviu para inspirar outros empresários a começarem por mudanças em seus negócios e, com isso, uma adequação aos novos tempos.

A Randon está presente com seus produtos em cem países dos cinco continentes, fornecendo para montadoras globais e, ao longo de sua trajetória, passou por diversas fases, inclusive por instabilidades, que proporcionaram a oportunidade de revisar estratégias e renovar o negócio. Em 2014, passando pelo momento de crise que acompanhava o país, implementaram a Filosofia T, buscando uma renovação, que trouxesse inovação e rupturas no modelo de gestão.

De lá para cá, foram implementados novos programas e assumidos desafios que nortearam as ações, incluindo o mindset digital, responsável pela inovação dos negócios, que é constituído por uma tríplice hélice, composta por startups, governo e empresa, cujo objetivo é o de fomentar as demandas da sociedade.

Daniel Randon explicou como essa mudança impactou nos negócios, a começar pelo modelo de contratação. “Antes, nosso recrutamento era realizado por vias até então, normais, que são as agências que fazem seleção. Hoje, por meio de parceria com startups, nossas contratações ocorrem via site, com o uso de uma ferramenta de análise de algoritmo dos melhores perfis de candidatos para as vagas que abrimos. Assim, trazemos para trabalhar conosco pessoas que antes não seria possível de serem encontradas em agências de recrutamento”.

Também com a visão do mindset digital, é possível diminuir o tempo de lançamento dos produtos, com a possibilidade de correção de eventuais problemas muito cedo. “Se vamos errar, erramos logo e corrigimos. As startups devem nos ajudar a resolver problemas reais. Essa colaboração entre as startups e universidades, que funcionam como aceleradoras de negócios, tornam-se o grande diferencial das empresas que querem crescer”, salientou Randon.

 

Fonte Dobro Comunicação

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