Continuidade da obra na BR-386 ainda depende de ordem da Funai

Depois da transferência das famílias para as 29 novas casas da “Aldeia Coqueiro”, a nova casa da tribo Caingangue de Estrela, a retomada da duplicação nos dois trechos finais da BR-386 entre Estrela e Bom Retiro do Sul ainda depende da Fundação Nacional do Índio (Funai).

A notícia foi confirmada pela Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na última sexta-feira, dia 24. Conforme a assessoria de imprensa do órgão, tanto a Funai quanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) têm pareceres pendentes para liberação da obra ao consórcio que duplica a estrada.

O comunicado diz, ainda, que até fevereiro do ano que vem deverão estar concluídos os dois últimos prédios sociais previstos para a nova aldeia. A escola e uma casa de artesanato ainda estão em construção. Conforme a superintendência do Dnit, até a conclusão da escola, os pequenos caingangues estudarão no Centro Cultural. O acerto já foi celebrado entre a Secretaria de Educação de Estrela e o Dnit.

Buracos na pista

Paralelo ao trabalho de duplicação da rodovia, o Dnit realiza o estudo da pista. O trabalho, feito a partir do levantamento de tráfego feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Lajeado colocou em xeque a resistência do material usado na pavimentação.

Em trechos já duplicados, os condutores que trafegam pela rodovia percebem a presença de buracos e falhas na pista. Conforme a assessoria do Dnit, em função da obra ainda não ter sido entregue, e estar em andamento, os problemas detectados serão corrigidos à medida que surgirem.

Novos limites

Alteração dos limites de velocidade, recomendada pelo Ministério Público Federal (MPF) ainda não foi realizada. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Superintendência do Dnit afirma não ter concluído o trabalho técnico, pois a pista necessitará de uma sinalização adequada. Ainda não há prazo para a conclusão do trabalho.

A condição já havia sido destacada pelo inspetor-chefe da PRF, Adão Vilmar Madril, em entrevista a O Informativo em abril deste ano. Por ser uma via que terá diferenciação entre automóveis, ônibus e caminhões pesados e trechos – como a Serra de Pouso Novo -, local de trânsito mais perigoso, as placas de velocidade atendem a um padrão especial.

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