Confraternização marca conclusão de etapa em obra do Condomínio com Ordenha Robotizada em Nova Bréscia

O pavilhão que a partir do mês de agosto alojará vacas leiteiras e terá robôs realizando o processo de ordenha foi o local de encontro para os conselheiros de Administração e para a direção da Dália Alimentos que, juntamente com produtores associados e representantes do Poder Executivo Municipal, reuniram-se para uma confraternização.

Na última quinta-feira, dia 16, um grupo composto por cerca de 50 pessoas reuniu-se no Condomínio de Produção Leiteira com Ordenha Robotizada na localidade de Linha Tigrinho Baixo, no município de Nova Bréscia, para marcar a conclusão de mais uma etapa da obra que entrará para a história do município devido à alta tecnologia empregada.

A obra no município de Nova Bréscia é a mais adiantada de um total de quatro empreendimentos que se encontram em fase de edificação também nos municípios de Roca Sales, Arroio do Meio e Candelária. Com 90% da obra finalizada, o condomínio deverá alojar os 262 animais ainda no mês de agosto. Fazem parte do projeto 16 famílias, todas associadas à Dália Alimentos e lideradas pelo associado Admir Lorenzon, presidente do grupo que fará parte do condomínio no município.

Em tom de agradecimento, o prefeito Gilnei Agostini destacou a ousadia e a coragem da Dália Alimentos em colocar em prática um projeto tão audacioso e diferenciado. “Estamos falando de uma obra gigantesca, que terá repercussão em todo o país devido ao seu ineditismo. Obrigado à cooperativa por acreditar e escolher Nova Bréscia para sediar este projeto inovador e econômico, um orgulho para toda a comunidade bresciense que aguarda com ansiedade o início das atividades.”

O presidente Executivo da Dália Alimentos, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, lembrou que o projeto com ordenha robotizada surgiu há muito tempo, depois de várias viagens, estudos e debates entre Direção e Conselho da cooperativa. “O mundo atual necessita de escala de produção, por isso apostamos nessa ideia revolucionária, neste projeto complexo. Sabemos que, embora desafiador e inovador, com a dedicação de todos, o projeto dará muito certo.”

Ao falar de sonhos, o presidente do Conselho de Administração, Gilberto Antônio Piccinini, afirmou que a Dália Alimentos pensa no futuro e em iniciativas diferenciadas, que contribuam com o setor do agronegócio, facilitando e qualificando o trabalho no campo. “O ineditismo do projeto está no seu formato, que é associativo, algo inexistente ainda no Brasil. Que este projeto, que nasceu como um piloto, impulsione outros produtores a se organizarem e estruturarem seus próprios condomínios em outros municípios.”

Investimento de R$ 20 milhões

O investimento da Dália Alimentos nos quatro projetos será de R$ 20 milhões. O valor foi utilizado para a aquisição de 12 conjuntos de robôs DeLaval, sendo três para cada condomínio, além da edificação dos pavilhões com 120 metros de comprimento cada, silos, habitações para os funcionários, máquinas, equipamentos, programas e sistemas de informática, entre outros. Cada projeto integrará uma média de 15 famílias e 262 animais, totalizando 60 famílias envolvidas diretamente na iniciativa e 1.048 animais alojados.

Inovação tecnológica

Cada empreendimento será uma novidade tecnológica, pois utilizará robôs na ordenha das vacas que serão alojadas. Os robôs da marca DeLaval são importados da Suécia.

O projeto busca reunir produtores em um empreendimento de produção associativa e visa o aumento da produtividade e da renda dos associados. Os produtores serão sócios do condomínio e responsáveis pela alimentação e aquisição das vacas. Eles participarão através da aquisição de cotas, de acordo com o número de animais que alojarão.

No município de Nova Bréscia, o estágio é o mais avançado. O condomínio está sendo edificado na localidade de Linha Tigrinho Baixo, em uma área de 13 hectares. Em Roca Sales o projeto está sendo executado em uma área de sete hectares, na localidade de Linha Barão do Triunfo. No município de Arroio do Meio a área está situada em Passo do Corvo e em Candelária em uma área com dez hectares na localidade de Linha Boa Vista.

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