Comissão Pró-Duplicação da BR-386 alinha discurso com o Dnit

A sexta-feira, dia 22, configurou-se como uma oportunidade de diálogo claro entre os interessados na duplicação da BR-386 e representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Membros da Comissão Pró-Duplicação, representantes do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat) e de governos municipais estiveram na sede do Dnit, em Porto Alegre, para alinhar detalhes das obras que devem ser praticadas em breve. A tônica do encontro foi o pedido de atenção às necessidades dos municípios às margens da BR-386, relativos à manutenção do trecho entre Tabaí e Soledade, e as obras que duplicarão as estradas entre Estrela e Tabaí.

Duplicação

Quanto a otimização do trecho que vai de Estrela até Tabaí, informações importantes vieram à luz. Segundo o superintendente do Dnit, Pedro Luzardo Gomes, os prazos da licitação das obras para construção da aldeia que acolherá os índios que ficam às margens da BR-386, em Estrela, estão sendo honrados. A licitação já tem um consórcio vencedor – das empresas Iccila e Planus. A presidente do Codevat, Cíntia Agostini, informa que é necessário aguardar prazos legais antes do início das obras. “Devemos esperar uma janela de tempo legal, na qual outras empresas podem entrar com recursos. Após este prazo, teremos uma definição”, afirma. Ela ressaltou que a região está à disposição do Dnit para agilizar a liberação do restante do trecho que falta à duplicação. “Após resolvido o impasse, os dois quilômetros restantes devem ser otimizados em oito meses de obras”, aponta Cíntia.

Documento entregue

Um documento que define as necessidades de infraestrutura identificadas pelos municípios lindeiros à BR-386 foi entregue ao superintendente do Dnit. Juntamente com as folhas, Cíntia pediu esclarecimentos sobre o contrato para execução do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), considerado a primeira avaliação sobre a rodovia. O estudo aponta locais onde deve ocorrer a duplicação e aponta trechos para instalação de viadutos, trevos e acessos.

Cíntia informa que a previsão é levar em consideração todo o trecho que compreende Tabaí até Boa Vista das Missões. A questão é que a estrada entre Boa Vista das Missões e Iraí foi considerada pelo Dnit como pertencente à BR-158, o que explica a não inclusão nesta primeira análise. A comitiva solicitou que esta fração seja incorporada ao documento ou estudada a viabilidade de redação de outro contrato que a contemple. Desta forma, a BR, até o final do Estado, seria otimizada.

Manutenção da rodovia

O cuidado com as estradas também foi levantado durante o encontro. Segundo Gomes, o trecho entre Tabaí e Soledade já possui licitação, e a empresa vencedora é a mesma que hoje faz manutenção de Tabaí até Canoas. Por hora é preciso aguardar os trâmites da licitação para iniciar as manutenções. A estimativa é que a empresa comece a atuar na na rodovia até final de dezembro ou início de janeiro.

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