Comércio estima alta de 5% na venda de presentes

Dia das Crianças agita o comércio. Economista orienta cuidados para evitar gastos desnecessários
Considerada a quarta melhor data para o comércio, o Dia das Crianças movimenta as lojas desde a semana passada. Pais, avós, tios e padrinhos correm para garantir o presente desejado, mas colocam limites nos gastos. Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 75% dos brasileiros irão às compras. Desse total, 59% pretendem gastar valor igual ou menor em relação ao ano passado.

Mesmo com os sinais de melhora na economia, consumidores querem economizar. Porém, a expectativa é de alta nas vendas. Cerca de 5% a mais em relação a 2016. O que, para o economista Eloni José Salvi, deve se confirmar. “As pessoas passam a acreditar em um futuro melhor. Por isso, devemos ter um incremento dos gastos em presentes”, aponta.

Gerente de uma loja em Lajeado, Katia Karine Camara, 23, também acredita na melhora. A previsão é de alcançar 10% em relação ao ano passado. “Sempre temos aumento nas vendas, não podemos nos queixar.”

Neste ano, a variedade nas compras é grande. Os consumidores têm levado do mais barato – um copo de R$ 9,99 ao mais caro, um carrinho elétrico, de R$ 2,6 mil. Sempre mais de um produto. O custo médio fica entre R$ 150 e R$ 200. A maioria investe em brinquedos. Segundo pesquisa nacional, bonecos e bonecas estão no topo da lista, assim como aviões e carrinhos.

 

Mais tranquilidade para comprar
Natalia Broilo, 32, pretende gastar até R$ 400 para presentear os dois filhos, de 7 e 4 anos. Ontem, ela ainda definia os brinquedos a serem comprados. A pretensão era pagar parcelado no cartão de crédito. “Neste ano conseguimos nos organizar melhor para comprar.”

Mesma constatação da estudante Bruna Heydt, 24. Ela deverá mimar os três afilhados. Pretende gastar até R$ 300 nos presentes. No ano passado, as compras foram feitas na internet e reduziram os custos. Agora, com melhores condições, preferiu adquirir nas lojas da cidade. “Eu me sinto mal se não dou algo para eles, parece que esqueci. Então pelo menos uma lembrança preciso comprar.”

Dicas para evitar gastos desnecessários
Não se deixe influenciar pelas crianças: Na pesquisa feita pela CNDL e SPC Brasil, 89% dos entrevistados acreditam que a publicidade infantil exerce influência sobre as crianças na hora de pedir presentes . O que passa a determinar a compra dos adultos, também.

Natalia e Bruna afirmam que iriam se guiar pelo gosto das crianças. Algumas até já haviam escolhido o presente e seriam atendidas. Como uma das afilhadas da estudante, que determinou marca e modelo do produto.

Situação preocupante, segundo o economista. Na hora das compras, ele não aconselha a presença das crianças. “É recomendado utilizar um pouco da razão e argumentação de adulto para convencer a criança a simplificar seus pedidos, caso considere que elas estejam sonhando muito alto. Presentear é um gesto enriquecedor, mas a decisão tem de ser sempre de quem dá o presente.”

Tenha precaução: “As compras, seja do que for, devem estar dentro dos limites da renda de cada um. Só é seguro gastar tendo em mente esse limite.” Para ele, não há mágica. A conta é simples. “Se a grana é curta, ou compra um presente mais simples ou compra a prazo. No entanto, antes de comprar a prazo, tem de ver se não compromete o equilíbrio financeiro no momento de pagar as prestações.”

Não gaste se já está endividado: Na contramão da maioria, conforme a pesquisa, 25% pretendem gastar mesmo com o nome sujo. Situação preocupante para Salvi. Ele não indica o gasto para quem está endividado. “Se não for possível comprar presentes, em função dessas condições, diga às crianças que não pode e dê a elas o que é mais valioso: seu amor e carinho.”

Pesquise: Através da internet, é possível pesquisar tipos de presentes e preços. Uma visita às lojas físicas também pode revelar novidades e ofertas interessantes. Os vendedores saberão indicar um presente adequado ao quanto pode gastar.

Evite os juros: Comprar à vista ou com cartão de débito é a melhor opção, pois pagar juros, em qualquer situação, diminui a capacidade de compra presente e futura.

 

Fonte Jornal A Hora

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