Com apoio, jovens investem na agricultura

A sucessão familiar é o calcanhar de Aquiles da maioria das propriedades da região. Para tentar reverter essa realidade no município, a Secretaria de Agricultura criou políticas públicas e fez parcerias com cooperativas e instituições de ensino para levar conhecimento, orientação técnica, linhas de crédito para melhorar a infraestrutura, a produtividade e o lucro.

Das 860 famílias com talão de produtor, 20% têm um sucessor na propriedade. Outra meta é reduzir a idade mínima dos agricultores, hoje estimada em 50 anos. Conforme o secretário de Agricultura, Gerson Drebes, o setor primário é responsável por 82.5% dos recursos gerados no município. São destaque a criação de aves, suínos e leite.

Entre os incentivos fornecidos pela secretaria, estão: Programa Troca-Troca de semente de milho, subsídio para compra de mudas, auxílio na preparação e colheita de milho para silagem, serviços de terraplenagens, abertura de poços, recuperação de acessos e cheque incentivo de acordo com as vendas registradas no talão de produtor: “Aumentam a produtividade, estimulam a diversificação e garantem a permanência do jovem no meio rural com renda.”

De pai para filho

Aos 22 anos, Fernando aprendeu a cuidar da propriedade da família com o pai, Ditimar Hepp. Os dois trabalham juntos desde 2010. Na época, o ex-ferreiro se aposentava, após 28 anos de trabalho e voltava suas atenções para a agricultura, enquanto o filho terminava os estudos.

Com o gosto do filho pela agricultura, a gerência começou a ser dividida. “Aliamos a experiência com o conhecimento.”

A qualificação ajuda a reduzir custos, principalmente no conserto de máquinas e equipamentos usados na lavoura. Segundo o Jovem, a sucessão foi um processo natural. Destaca a qualidade de vida e a possibilidade de ajudar a manter e aumentar o patrimônio da família. “Não queria ver tudo se perdendo, por isso resolvi ficar e manter a estrutura produtiva.”

Nos seis hectares, a principal fonte de lucro provém da produção de leite, 450 litros por dia, e criação de suínos, 600 animais. A modernização dos processos produtivos, o acesso fácil a tecnologias, além da gestão própria do negócio, são fatores positivos indicados por Fernando. De acordo com ele, as rotinas e os investimentos da propriedade são divididos entre eles.

Para Ditimar, a falta de contato entre pais e filhos e a pouca capacidade de adaptação é um dos maiores entraves para a sucessão familiar.

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