CODEVAT e CIC VT querem apresentar ao Tribunal de Contas da União ajustes no plano de concessões de rodovias gaúchas

O assunto foi discutido nesta quinta-feira (31.08) durante a reunião da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC VT). Além de representantes das 20 entidades associadas, o encontro teve a presença da presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (CODEVAT) Cíntia Agostini.
As duas entidades defendem que o valor da tarifa não deva ser superior a R$6,00. Uma alternativa para baixar o custo é o projeto de cobrança automática de pedágio na BR 386, desenvolvido pelo Diretor de Infraestrutura da Associação Comercial, Industrial de Lajeado (Acil), arquiteto Leandro Eckert. Ele acredita que as tradicionais praças de pedágio estão ultrapassadas. O plano prevê a instalação de pórticos distribuídos ao longo da rodovia.
Quando o motorista chegar a um desses locais com o sistema, as antenas captam o sinal do chip eletrônico instalado no carro. Os dados são armazenados num computador, que ainda efetua as cobranças e até mesmo cancela quem tenta burlar o sistema. O valor é automaticamente debitado dos créditos que o usuário possui com a operadora de pedágio eletrônico.
Eckert lembra que o sistema conhecido como ETC Eletronic Toll Collection é comum em países do primeiro mundo e já existe no Brasil. O Estado de São Paulo usa de forma mais intensa o Sistema Ponto a Ponto, que é semelhante, mas a cobrança de forma eletrônica é feita com base apenas no trecho percorrido pelo usuário.
Confira os benefícios da cobrança automática:
Evita a perda de combustível, trauma de assaltos nas praças de pedágio, economiza tempo na coleta, pois ela é instantânea e reduz o tempo de espera. O arquiteto expôs ainda que com a implantação do sistema pode haver a diluição do custo do pedágio para os usuários, pois reduzirá de forma drástica a quantidade de funcionários.
Tanto o presidente da Câmara da Indústria, Comercio e Serviços do Vale do Taquari quanto a presidente do CODEVAT argumentam que o projeto deva ser logo apresentado ao Tribunal de Contas da União, que precisa aprovar o edital e pode solicitar os devidos ajustes no documento.
O grupo deve se reunir nos próximos dias para tratar esses detalhes e definir qual é a melhor forma de sensibilizar as autoridades. Outro tema da reunião foi a questão da cadeira produtiva do leite. A crise no setor causada principalmente pela importação de leite do Uruguai afeta toda a economia.

Fonte Assessoria de Imprensa CIC VT

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