Codevat busca apoio político para sanar problemas da telecomunicação

A primeira reunião de diretoria da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) contará com a participação da presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cíntia Agostini. No encontro, que ocorrerá em 9 de fevereiro, às 9h, na sede da associação, ela apresentará aos participantes os resultados de uma pesquisa sobre os serviços de comunicação na região, que apontou as deficiências da área – principalmente na telefonia móvel.

O objetivo é unir forças. “A gente precisa do apoio político da Amvat”, comenta Cíntia. Para pleitear melhores condições do serviço, ela acredita que a parceria entre as duas entidades será fundamental. “Se tratarmos todas as questões críticas do Vale, em conjunto, conseguiremos soluções mais rápidas”, considera o presidente da associação e prefeito de Dois Lajeados, Valnei Cover. Na reunião, as entidades definirão à qual órgão os dados da pesquisa serão encaminhados – se para a Agência Nacional das Telecomunicações ou, se for o caso, para o Ministério Público.

Os resultados da pesquisa

Elaborada pelo Conselho, a pesquisa sobre os serviços de comunicação foi realizada entre os meses de outubro e novembro de 2014, e teve a participação de representantes do Poder Legislativo ou Executivo de 28 municípios do Vale. O levantamento identificou que o interior tem o pior serviço de comunicação: 46,4% das zonas rurais não possuem telefonia fixa.

O serviço móvel foi considerado regular, ruim ou péssimo por 81,6% dos participantes – tanto das zonas rurais quanto urbanas. Nenhum dos que responderam ao questionário classificou-o como ótimo. A internet obteve melhores resultados. Nenhuma operadora teve o serviço avaliado como péssimo, e apenas 12% indicaram-no como ruim. Para a presidente do Codevat, os dados confirmaram o que já era do conhecimento de todos.

Um problema diário

Imigrante é uma das cidades que enfrentam os problemas no serviço de telefonia no Vale. Gerente de expedição e logística numa indústria de produtos de limpeza do município, Luis Carlos Demari conta que a empresa na qual trabalha está situada a quatro quilômetros da torre de telefonia celular. Mesmo assim, o sinal é fraco.

Para falar com os funcionários que trabalham nos caminhões da empresa, ele não pode recorrer ao celular. Na indústria, ligação de telefone móvel só ocorre com muito jeitinho: “Tem que ir caminhando e olhando para o aparelho até encontrar antena. Daí você para e começa a falar”, brinca.

As ligações do telefone fixo para os celulares dos funcionários aumentam os custos da empresa, além de tornarem o trabalho menos prático. “Como preciso falar com eles, fico preso ao escritório”, comenta Demari, que também é vereador e busca minimizar o problema na cidade.

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