Clima promete safra farta de uva no Vale do Taquari

É bastante favorável, a expectativa da próxima safra de uva na região do Vale do Taquari, informa o engenheiro agrônomo do escritório regional da Emater/RS-Ascar, Derli Paulo Bonine. O volume de chuvas foi bem-vindo à frutificação das videiras, e na maioria dos casos os cachos são grandes e bem formados. Ela lamenta apenas, que no início de novembro alguns parreirais foram prejudicados com a queda de granizo, que ocasionou perdas significativas nos municípios de Arvorezinha, Anta Gorda, Nova Bréscia e Dois Lajeados. No entanto, a previsão geral de safra, caso não haja mais nenhuma surpresa climática, é muito boa, destaca o agrônomo.

Bonine salienta ainda, que hoje há alguns agricultores que investem na produção de uva para consumo in natura. Há casos, de produtores de Muçum e Colinas, em que há iniciou a colheita de uva da variedade Vênus, que está sendo comercializada a uma média de R$ 2,50 o quilo. Durante a época natalina, o mercado aumenta a demanda por este produto, que sempre possui uma boa remuneração.

Variedades predominantes

Nos parreirais da região, há variedades que tem sua origem nos Estados Unidos e em países da Europa, na sua maioria destinadas para a produção de vinhos finos, como o merlot e o cabernet, e que ocupam uma área restrita de cultivo. Outra categoria é constituida das denominadas uvas comuns, também de origem americana, que está presente em mais de 90% das parreiras da região, onde a mais destacada é a uva francesa (concorde). Na segunda posição está a uva bordô, também de origem americana, e em terceiro, a niágara. Todas estas, explica o agrônomo, são mais apropriadas para produção de sucos e vinhos.

Outro aspecto importante que precisa ser citado é o município de Dois Lajeados, que detém mais da metade da área com uva e proporciona mais de 50% do volume produzido.

Tradição em uva e vinho

O cultivo de videiras e a produção de vinho faz parte da tradição da família Bianchi, residente em Bento Gonçalves. Um de seus integrantes – Luiz Bianchi (53), adquiriu há quatro anos, uma propriedade em Linha Roncador, interior de Colinas, na qual montou um projeto para a implantação de sete mil pés de uva de mesa em três hectares. As variedades cultivadas são Vênus (precoce), cuja colheita já iniciou em novembro, além da Niágara rosa, Itália e Rubi. Todas elas, são bem valorizadas pelo mercado e proporcionam uma bo renda, diz Luiz. Cada quilo da Vênus está sendo vendido a R$ 2,50, na abertura da colheita. As frutas são comercializadas para intermediários, na propriedade.

A Itália e a Rubi, que serão vendidas na virada do ano, devem ter uma remuneração próxima a R$ 5 por quilo. O produtor mostra-se muito satisfeito, apesar de um investimento de aproximadamente R$ 25 mil por hectare. Ele explica que a três primeiras safras servem para pagar o gasto feito, e a partir daí, começa a lucratividade. A safra 2013/14 deve render de 15 a 18 toneladas, e a partir da produção plena do parreiral, ele espera obter de 50 a 60 toneladas.

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