CIC-VT e Certel destacam potencial hidrelétrico do Rio Taquari em Encantado e Muçum

Durante a reunião realizada na noite desta terça-feira, dia 16, na Câmara de Vereadores de Encantado, o diretor de geração de energia da Certel, Júlio Cesar Salecker, anunciou que a Fepam vai estudar o projeto para instalação da maior hidrelétrica da região, a usina de Muçum. A notícia deu um novo fôlego na luta pela produção energética, uma das principais bandeiras da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT).

A liberação veio no dia 26 de janeiro de 2016, um ano após a Fundação de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler indeferir o processo solicitado pela Cooperativa de Distribuição de Energia Teutônia. Agora a Certel aguarda uma resposta da Fundação para tocar o projeto e conseguir a licença ambiental prévia. As etapas do empreendimento contemplam ainda o estudo de viabilidade, leilão de energia, projeto básico, a licença de instalação, construção da usina, a licença ambiental de operação e a operação propriamente dita.

O diretor salientou que se tudo corresse em ordem e a Fepam liberasse a licença no período de seis meses, a obra poderia estar pronta dentro de quatro anos. Pelo inventário do rio, a hidrelétrica entre Muçum e Roca Sales vai ter capacidade de produzir 79,50 megawatts, energia suficiente para atender uma população de 240 mil pessoas. Júlio ressaltou que os países desenvolvidos consomem de sete a oito vezes mais energia do que o povo brasileiro. “O país tem potencial hidrelétrico quatro vezes maior do que o instalado hoje.”

Durante o encontro, Salecker apresentou ainda dados sobre o projeto para a construção da hidrelétrica de Encantado. Pelos estudos, a usina entre Encantado e Muçum teria capacidade para gerar 36,20 megawatts. O processo dessa obra ainda está parado.

O presidente da CIC-VT, Ito Lanius, destacou que com a instalação das hidrelétricas vai ser possível manter o dinheiro da produção de energia na região. “O Vale tem um potencial para gerar 250 megawatts de energia, e nós produzimos em torno de 13,8 megawatts, apenas 5% da nossa capacidade. A viabilização dos projetos pode entre outros benefícios aumentar a renda dos municípios, e com isso, melhorar o desempenho econômico de toda região.”

O prefeito de Encantado, Paulo Costi, lamentou a demora na liberação das licenças ambientais que pode chegar a quase dois anos. “Aqui no Rio Grande do Sul existem muitos entraves, bem diferente do que em Santa Catarina. Essa morosidade acaba desmotivando o interesse pelas obras. Mas agora o período é de união, temos que pensar positivo e envolver os órgãos públicos, privados e a sociedade para discutir de como forma viabilizar esses projetos respeitando o meio ambiente.”

Uma próxima reunião vai ser realizada em Estrela, para discutir projetos de construção de hidrelétricas que envolvam seis municípios da região.

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