CIC Vale do Taquari divulga manifesto sobre a atual situação vivida pelo país

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT) divulga manifesto em que expressa posição sobre a atual crise econômica, política e social vivida pelo país, faz recomendações aos empresários e cidadãos e termina com reivindicações aos representantes das esferas de poder, aos executivos e legislativos municipais, às empresas público-privadas, autarquias, judiciários, enfim todas as instituições públicas que “precisam mostrar com clareza o que irão efetivamente fazer para enfrentar essa crise com ações práticas, rápidas e transparentes para recuperar a credibilidade da Nação frente a sociedade”.

A divulgação do manifesto é fruto de reunião que a entidade, presidida pelo empresário Ito José Lanius, fez há uma semana com os presidentes e lideranças das 19 entidades empresariais associadas e representantes de diferentes segmentos econômicos do Vale do Taquari.

A entidade exige “ dos poderes constituídos que esses também façam a sua parte, trabalhando com mais transparência, com melhores métodos de gestão, mais planejamento e melhor aplicação dos recursos disponíveis e, para tanto, interagindo com a sociedade civil organizada para que os desperdícios de recursos sejam minimizados”.

“Também esperamos do poder judiciário ações firmes e rápidas para punir os envolvidos com escândalos de corrupção, independente da sigla partidária e do poder de influência”, conclui o manifesto da CIC-VT.

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Crise econômica, política e social: Manifesto dos Empresários dos Vales do Taquari e Rio Pardo Associados à CIC Vale do Taquari

Cenário Atual

As entidades empresariais, por intermédio da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), considerando:

  • A atual crise política, econômica, social e moral que afeta a sociedade brasileira;
  • A inflação em alta e sem perspectiva para redução a curto prazo;
  • A elevação dos juros e a expectativa de taxas ainda maiores;
  • As restrições ao crédito e o aumento das taxas de inadimplência geral;
  • As projeções negativas da balança comercial e do PIB;
  • A alta da taxa do dólar, pressionando os custos da cadeia produtiva e realimentando o processo inflacionário;
  • Os consideráveis aumentos nos preços controlados, como energia elétrica, combustíveis, etc., pressionando custos, acelerando o processo inflacionário e ocasionando a perda do poder aquisitivo da população;
  • O crescimento da taxa de desemprego e o consequente agravamento da crise social;
  • A crise financeira do Estado do RS e total incapacidade de investimentos;
  • A crescente tensão da sociedade clamando por melhoria de serviços, maior transparência dos poderes constituídos; e
  • O Estado com pouca capacidade de investimentos, máquina pública pesada e pouco eficiente, muita burocracia para um cenário empreendedor, tudo leva a uma fase de recessão e conflitos.

Vem a público manifestar-se diante da situação atual, recomendando aos empresários, empreendedores e toda a sociedade, muita cautela, equilíbrio e discernimento.

Entendemos que toda a crise reserva oportunidades para que sejam revistos os métodos de gestão, custos, mix de produtos e muito mais, em cada empreendimento empresarial e para cada cidadão individualmente. Este momento exige de cada cidadão, cada empresário, mais trabalho e muito mais organização. Todos devem fazer o seu dever de casa e buscar novas alternativas ante as dificuldades expostas.

Recomendações

Recomendamos aos empresários, empreendedores e à população em geral muita cautela e equilíbrio. Não podemos perder as esperanças. Precisamos enfrentar as dificuldades com responsabilidade, equilíbrio e muita fé na superação.

O empreendedor precisa rever seus planos, ajustar os custos, ser criativo, tomar medidas imediatas, fazer os ajustes necessários e agir com mais presteza, mesmo que seu resultado seja momentaneamente menor.

A CIC-VT ainda recomenda a suas entidades parceiras que orientem seus associados e cidadãos, que venham a participar de manifestações públicas, que o façam de forma ordeira, sem qualquer agressividade, sempre preservando a integridade física das pessoas e também o patrimônio, público e ou privado que sem dúvida custou muito para ser construído. As manifestações devem ocorrer sem assumir cores partidárias, sendo um exercício de cidadania, cobrando mudanças do sistema político e econômico existentes.

O momento é de sobreviver.

Encaminhamentos aos Administradores Públicos

Entendemos que todas as esferas de poder, os executivos e legislativos municipais, as empresas público-privadas, as autarquias, os judiciários, enfim todas as instituições públicas precisam mostrar com clareza o que irão efetivamente fazer para enfrentar essa crise com ações práticas, rápidas e transparentes para recuperar a credibilidade da Nação frente a sociedade.

Devemos exigir dos poderes constituídos que esses também façam a sua parte, trabalhando com mais transparência, com melhores métodos de gestão, mais planejamento e melhor aplicação dos recursos disponíveis e, para tanto, interagindo com a sociedade civil organizada para que os desperdícios de recursos sejam minimizados.

Precisamos de uma gestão mais ética e competente da coisa pública, principalmente com o dinheiro que é tão caro para o cidadão a partir da alta carga tributária que onera e pune o setor produtivo e o trabalhador.

Também esperamos do poder judiciário ações firmes e rápidas para punir os envolvidos com escândalos de corrupção, independente da sigla partidária e do poder de influência.

Chamamos, enfim, a atenção dos governantes para que se posicionem de forma firme e clara no encaminhamento de soluções efetivas de curto prazo, para evitar caos maior.

Não gostaríamos, de forma alguma, de ser manchete mundial em tal cenário e de ver nosso país envolvido em escândalos tão lamentáveis. Por isso, enfatizamos – nosso sentimento é de termos chegado ao limite da tolerância.

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