CIC Teutônia reúne empresários do comércio e vereadores

A CIC Teutônia reuniu, na noite da segunda-feira, dia 6, associados do setor de comércio, assessoria jurídica da entidade, vereadores e representantes da Fecomércio/RS e do Sindilojas Vale do Taquari. O encontro ocorreu no Auditório 03 da entidade empresarial teutoniense e debateu sobre o horário do comércio, em especial aos domingos. O assunto é recorrente e, inclusive, já foi tema de audiência pública na Câmara de Vereadores no final do mês de junho.

“Reunimos o grupo com o intuito de proporcionar o debate sobre a abertura do comércio de Teutônia aos finais de semana, em especial aos domingos. Cada empresário pode colocar seu ponto de vista perante os representantes do Poder Legislativo Municipal”, frisou o presidente em exercício da CIC, Renato Scheffler. Além do comércio de vestuário e eletrodomésticos, a abertura aos domingos envolve, principalmente, os empresários do ramo de supermercados, açougues, mercados e minimercados.

O presidente da Câmara de Vereadores de Teutônia, Pedro Hartmann, explicou que a intenção é justamente ouvir a comunidade. “Não são os vereadores, isoladamente, que vão decidir como o comércio de Teutônia deve trabalhar. É um setor muito importante para a economia do município, gerando emprego e renda. Queremos ouvir as partes envolvidas.”

O motivo do encontro, assim como a abertura do comércio em feriados e especialmente no período de Natal, tem pautado reuniões anuais da CIC com empresários e sindicatos patronais da categoria. Os empresários do ramo supermercadista reafirmaram que as vendas aos domingos são muito representativas.

Teutônia ainda não possui uma regulamentação sobre esses horários, uma legislação que discipline os horários do comércio aos finais de semana. O diretor de relações do trabalho do Sindilojas Vale do Taquari, Sílvio Henrique Fröhlich, afirmou que tentar disciplinar essa questão é “um retrocesso”. Para ele, num município que estimula e busca desenvolver o turismo, o comércio não pode estar fechado aos finais de semana. “O Sindilojas defende o empreendedorismo e a livre escolha, é um assunto que requer bom senso. Cada município deve legislar em defesa do interesse da comunidade, sem se restringir a planejar apenas um ou outro setor”, disse Fröhlich, alertando para o fato de que, ao estabelecida uma situação, com normativas, é muito difícil reverter.

O diretor executivo da Fecomércio/RS, André Sander, reafirmou que muitos empreendimentos precisam abrir especialmente aos domingos. “São setores do comércio que faturam mais aos finais de semana. Teutônia precisa olhar para frente, sem limitar o espírito empreendedor da sua comunidade, sempre atentando para atender aos anseios da população. É uma situação econômica e social que está em discussão.”

Além do presidente da Câmara de Vereadores, ainda participaram do encontro os edis Gilberto Antônio Frigo, Mareli Lerner Vogel, André Böhmer, Marcos Quadros e Claudiomir de Souza. Todos frisaram que o Poder Legislativo não possui uma posição definida sobre o caso, por isso buscam ouvir todas as partes envolvidas.

O vice-presidente do Comércio da CIC, Glauco Reinheimer, falou da importância da reunião. “Essa discussão é fundamental, é planejar o futuro, sem tomar decisões considerando questões individuais. O diálogo é essencial.” A secretária executiva da entidade, Carina Schulte Bolfe, acrescentou que é necessária a união de esforços. “É um assunto polêmico, que pode ter uma longa discussão. A CIC é dos associados e é fundamental que a categoria tenha união, opine e participe da tomada de decisões como essa.”

Durante o evento, os associados representados ainda preencheram pesquisa, considerando horários de atendimento do comércio aos finais de semana e no período que antecede o Natal. A pesquisa também foi encaminhada pela entidade aos demais associados do setor que não participaram da reunião. “Entre tudo que foi debatido, percebeu-se claramente que o empresariado teutoniense quer trabalhar, gerar emprego e renda, e com o pagamento de impostos, garantir investimentos do governo em saúde, educação, lazer e outros setores. O trabalho busca o progresso do município. Sem emprego e sem renda, quem mais sofre esses efeitos é a população, o que pode aumentar a violência, a drogadição e tantos outros males que assolam a sociedade, principalmente municípios que não possuem desenvolvimento econômico”, concluiu Carina.

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