Certel implanta Centro de Operação da Geração

Teutônia – Desde a segunda quinzena de fevereiro, iniciou-se a implantação, na sede da Certel, em Teutônia, do Centro de Operação da Geração (COG), responsável pela operação em tempo real das hidrelétricas da cooperativa – a PCH Salto Forqueta, no Rio Forqueta, entre São José do Herval e Putinga, e a CGH Boa Vista, no Arroio Boa Vista, em Linha Geraldo, Estrela.

“O que estamos vivendo agora é um momento de operação remota em tempo real, onde o avanço tecnológico nos permite um despacho de carga centralizado, inclusive para otimizar o uso dos recursos hídricos”, assinala o gerente de engenharia e planejamento, Hélio Eduardo Pires. “Com o funcionamento da Hidrelétrica Rastro de Auto, que será inaugurada no primeiro semestre, também no Rio Forqueta, poderemos usar a mesma água na PCH Salto Forqueta. Depois, com a implantação das cinco usinas previstas para o mesmo rio, teremos um efeito cascata, com ampla gestão da geração”, complementa.

Desafio

Para Pires, o COG nasce com um grande desafio, pois as usinas têm a missão de converter a energia que é naturalmente dissipada em um curso d’água em energia útil, no caso, energia elétrica. Para isso, é necessária uma cadeia de valores do processo, como saber a quantidade de água que entra no reservatório, monitorar a chuva da região da bacia hidrográfica e não desperdiçar água. “Estamos nos baseando nas regras do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Agência Nacional de Águas (Ana). Teremos uma interface com o departamento comercial, produzindo indicadores para um acompanhamento técnico-econômico do negócio e do mercado de energia”, enfatiza.

O COG não vai contemplar só a operação das usinas, mas também a emissão e a gestão dos serviços de manutenção, com controle de ordens de serviço e plano de manutenção por hidrelétrica. “Estrategicamente, o Centro de Operação da Geração vem para atender qualquer empreendimento de geração de energia a partir de fontes renováveis, como hidrelétrica, eólica e outras”, afirma Pires.

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