Cenário econômico é abordado em palestra no Sincovat

A situação e as perspectivas da economia brasileira foram tratadas em palestra ocorrida na útima quarta-feira, dia 12, na sede do Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade do Vale do Taquari (Sincovat), em Lajeado. Os temas foram expostos por Pedro Lutz Ramos, economista sênior da Gerência de Análise Econômica e de Riscos de Mercado do Banco Cooperativo Sicredi S/A. A programação, que foi realizada pelo Sincovat em parceria com a Associação das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Vale do Taquari (Aescon) e Sicredi Vale do Taquari, reuniu cerca de 70 pessoas, entre profissionais contábeis e colaboradores do Sicredi.

Ramos explicou que, após um período de constante desenvolvimento da economia, entre 2004 e 2010, o ciclo atual é de baixo crescimento. Durante estes sete anos, os índices de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) foram superiores a 4%. Nos últimos três anos (2011 a 2013), o incremento médio foi de apenas 2%. Inúmeros fatores, segundo o palestrante, motivam este cenário, tais como o crescimento moderado da economia mundial, depreciação cambial, famílias endividadas, escassez de mão de obra, expansão moderada do consumo e do setor de serviços e taxa de desemprego estável. “Agora somos um país de classe média, mas com diversos problemas. O desafio é justamente as empresas conseguirem aumentar a capacidade produtiva diante deste cenário”, frisa Ramos. Os caminhos para amenizar ou reverter a situação são difíceis. Para o economista, a saída está alicerçada nos tripés macroeconômico e microeconômico. O primeiro abrange política monetária, controle da inflação e gestão eficiente das finanças públicas. Já o segundo, esta baseado em reformas pontuais, como a trabalhista e a tributária, e na concessão de serviços a empresas privadas.

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