CDL Lajeado

A especialista em Negócios de Moda, Beatriz Rossi, foi a convidada da CDL Jovem Lajeado para abordar, nesta terça-feira (25), o tema “Varejo de Moda: novos tempos pedem novas atitudes” durante a reunião-almoço Nossos Cases, Nossas Histórias. O evento reuniu empresários, autoridades e trabalhadores do setor varejista para falar sobre novos comportamentos de consumo e apresentar tendências do mercado para fidelizar clientes.

De acordo com Beatriz, a tecnologia e a globalização ampliaram a rapidez no recebimento e absorção de informações, tornando os consumidores mais curiosos, críticos, aberto a mudanças e, consequentemente, menos fiéis. Hoje eles possuem o chamado empoderamento de compra e, mais do que isso, têm pleno conhecimento de seu papel e importância para o comércio. A partir disso, deve haver uma conscientização por parte dos lojistas de que não basta ser igual aos outros e que a diferenciação pode ser obtida através de pequenos detalhes, como atendimento e serviços oferecidos. “As lojas precisam chamar a atenção de alguma forma, para que o consumidor veja que o varejo é mais do que produto. É experiência”, afirmou a palestrante, que ainda ressaltou: “Temos que estar atentos, pois as pessoas mudaram e os valores materiais foram substituídos por valores morais. Hoje ser vale mais do que ter”. Segundo ela, o trunfo para os pequenos e médios negócios está na formação de um laço emocional com o comprador, o que garante a sua fidelização.

Ao falar sobre tendências, Beatriz destacou a necessidade da construção de uma identidade local, que tenha proximidade com o cliente, mostre a autenticidade dos produtos e resgate a memória afetiva. Como exemplo foi citada a diferenciação pelo design, na qual o segredo é “construir um ambiente lúdico e proporcionar ao cliente sedução, fantasia e animação”. A especialista alertou que não se trata apenas de alterações na estrutura física ou no mobiliário, mas sim da criação de uma proposta interativa, mesmo que isso exija um pouco mais de investimento financeiro. Entre as opções, espaços para crianças, que cada vez mais participam das decisões de compra; provadores temáticos, que geram experiências de consumo; e ambientes colaborativos, através dos quais marcas de segmentos diferentes se unem e proporcionam a oferta de consumo e relacionamento.

Beatriz ainda salientou que não apenas no setor da moda, mas no varejo como um todo, a compra deve ser vista como um instrumento que deixa as pessoas mais felizes e que cada loja deve ter um propósito maior do que apenas lucrar: “Tem que ser algo grande, forte e que mova o seu trabalho”. Comparando a competitividade do mercado à dinâmica de uma guerra, a profissional sugeriu que os pequenos negócios não lutem com grandes marcas usando as mesmas armas. “Precisamos saber mostrar para o consumidor o que temos de melhor. Identificar aquilo que o agrada e trabalhar isso a nosso favor. É isso que vai fazer com que a gente sobreviva”, assegurou.

Fonte Simone Rockenbach

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