Case da Ervateira Ximango destaca importância das ferramentas da qualidade

A CIC Teutônia e o Subcomitê da Qualidade de Teutônia promoveram, na manhã desta quarta-feira, dia 27, mais uma edição do Café da Manhã Qualificando a Gestão. Na oportunidade foi apresentado o case da Ervateira Ximango. O evento, realizado no auditório da CIC, contou com a participação de cerca de 40 pessoas, e teve como palestrante a Gestora de Qualidade da Ximango, Juliana Montagner, que também é presidente da Associação dos Amigos e Parceiros da Erva-Mate do Polo do Alto do Vale do Taquari.

Nas boas vindas, a secretária executiva da CIC Teutônia, Carina Schulte Bolfe, e o presidente do Comitê da Qualidade Vale do Taquari, Ervino José Scheeren, ressaltaram os objetivos do evento, realizado em duas edições ao ano, que busca apresentar cases de empresas da região com práticas da qualidade que possam ser utilizadas no dia a dia de outras organizações. “Os processos de gestão precisam se espelhar por experiências que vivenciamos no dia a dia. As pessoas precisam ser motivadas e nada melhor que falarmos de experiências práticas. A qualidade é o ponto de partida para qualquer empresa enxergar o seu futuro, o mercado não perdoa as empresas que não fazem gestão”, frisou Scheeren.

Planejamento Estratégico fundamental para enfrentar a falta de matéria-prima

Juliana Montagner iniciou sua apresentação falando da história da Ervateira Ximango, fundada em 1986 pelos sócios Valcir Montagner e Sérgio Dall’Acqua. A área administrativa e a indústria estão instaladas no município de Ilópolis, com área comercial e distribuição em Lajeado. A empresa aderiu ao PGQP em 1997.

A palestrante destacou ações internas para disseminar o processo de gestão da qualidade, eventos de integração, controles de qualidade, treinamentos e cuidados com o Meio Ambiente. “O Planejamento Estratégico nos ajudou muito, a partir disso passamos a usar os dados e fatos para analisar e planejar. Quando ficamos apenas imaginando situações, ficamos à deriva do vento. Mas quando temos dados e fatos concretos, temos mais segurança parar tomar decisões”, disse.

O Planejamento Estratégico também contribuiu para que a empresa criasse a rotina de verificação de pontos críticos da produção. “Um check list garante a qualidade do produto e dos processos, o que tem nos dado muito resultado no dia a dia. Facilitou o preenchimento e a emissão de relatórios, com a elaboração de planos de ação para corrigir causas e efeitos.”

Outro ponto abordado referiu-se ao preço do produto. “A erva-mate passou por uma grande transformação, que interferiu no aumento do preço. Entre as causas desse aumento estão a falta da matéria-prima na lavoura. Em alguns polos ervateiros, como nas planícies, os produtores trocaram ervais pela soja. Além disso, a Argentina, que é a maior exportadora do produto no mundo, barrou a venda da erva-mate para o Brasil quando reduziu a sua produção. Junto com isso, a produtividade das plantas foi reduzida em 35% em função da seca, e a Coca-Cola entrou no mercado, com indústria no Paraná, para produzir chá com erva-mate, principalmente para o mercado chinês. São fatores macroeconômicos sobre os quais não se tem o controle. Poucas pessoas têm noção do quanto aumentou o custo de compra do fornecedor, e não foi repassado nem a metade desse percentual. Nesse processo o Planejamento Estratégico foi fundamental para podermos enfrentar a escassez de matéria-prima”, explicou.

Por fim, Juliana frisou programa de fidelidade com o produtor, a parceria da Ximango com ações da cadeia produtiva como o Ibramate, a Rota da Erva-Mate e a Turismate, além do objetivo da empresa em concorrer à Medalha de Bronze da Qualidade do PGQP em 2014.

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