Capacitação em Bovinocultura de Leite reúne mais de 100 pessoas em Coqueiro Baixo

Mais de cem pessoas estiveram reunidas na última quinta-feira, dia 5, para capacitação em Bovinocultura de Leite, na localidade de Linha Arroio Bonito, em Coqueiro Baixo. A atividade, parte do programa Leite Gaúcho, da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR/RS), foi dividida em duas partes.

No turno da manhã, houve palestra com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli, que abordou temas relacionados ao manejo das forrageiras e a nutrição animal.

Na parte da tarde, foi realizada atividade prática sobre controle leiteiro na propriedade do bovinocultor Fernando Pedó. Além dos produtores, o evento foi prestigiado por diversas autoridades locais, como o prefeito Veríssimo Caumo, secretários e vereadores.

Também presente no encontro, o assistente técnico regional (ATR) em Sistemas de Produção Animal da Emater/RS-Ascar, Martin Schmachtenberg, falou das vantagens da produção de leite a base de pasto. “Além de ser um sistema mais barato para o produtor, também há a questão da fisiologia do animal, já que é da natureza dos ruminantes comer pasto”, enfatizou. Para Schmachtenberg não há manejo ou genética que deem conta se a alimentação não for adequada. “O bovino precisa de volume de alimento e a silagem e a ração, ainda que possuam um bom valor nutricional, não atendem plenamente este aspecto”, ressaltou.

Bovinocultura como diversificação para o tabaco

No município são diversos os produtores que cultivam fumo. Entre eles Fernando Pedó, o dono da propriedade que recebeu o público na tarde do evento. Só que esta realidade está mudando. Bovinocultor há cerca de quatro anos, pretende abandonar completamente o cultivo de tabaco em 2014. “Já cheguei a plantar quatro hectares e hoje trabalho com apenas um”, afirma. A diversificação não chega a ser novidade para a família Pedó. Na propriedade, onde Fernando mora com os pais, a esposa e a filha de oito anos, já plantaram feijão e trabalharam com suinocultura. “Não dá pra depender de apenas uma cultura”, acredita.

Atualmente o plantel de Fernando conta com 21 vacas, 18 em lactação, que produzem juntas, uma média de 350 litros de leite por dia. O bom volume de produção – reflexo de uma adequada dieta a base de tífton permanente no verão e aveia e azevém no inverno -, aliado ao aumento do valor pago pelas integradoras nos últimos meses, faz o bovinocultor pensar em ampliar a produção. “Tenho espaço para 35 vacas em lactação e é onde quero chegar”, estima. Abandonar o plantio de fumo também tem a ver com a qualidade de vida. “Trabalhar com leite é menos pesado e mais rentável, além de não precisarmos estar em contato com agrotóxicos”, diz. Não à toa, a bovinocultura já atrai a filha que já “auxilia”, a sua maneira, na alimentação das terneiras. “Ela ainda é muito jovem para entender dessas coisas direito, mas já a vi falando sobre ser veterinária”, sorri.

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