Café da Manhã Empresarial destaca impactos do e-Social

No dia 09 de agosto mais de 130 pessoas, empresários de diferentes ramos, especialmente profissionais de setores de recursos humanos e de contabilidade, participaram de Café da Manhã Empresarial promovido pela CIC Teutônia, numa parceria com o Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRC/RS), intermediação da Delegacia do CRC de Teutônia e iniciativa da Diretoria de Serviços da CIC.

Na abertura do evento, a vice-presidente da CIC, Caroline Immich, estendeu convite a todos para a 2ª Teutofrangofest, de 17 a 19 de agosto, e o vice-presidente do Sincovat, Rodrigo Kich, convidou para o 13º Seminário da entidade, no dia 31 de agosto, em Lajeado.

e-Social

Para abordar o tema “Qual o impacto do e-Social em sua empresa? Você está preparado?”, esteve conversando com os empresários o professor e escritor Mauro Negruni, um dos maiores especialistas brasileiros em SPED e e-Social. Numa palestra bastante técnica, ele também respondeu perguntas dos empresários.

“O e-Social é um projeto grande e desafiador, que precisa ser desmistificado, sem a separação de Pessoa Física e Pessoa Jurídica. Todos já ouviram falar do e-Social, para sete mil empresas, entramos no momento mais delicado do projeto a partir deste mês de agosto. É uma quebra de paradigmas enorme, tudo que se faz hoje cai por terra com a queda do fluxo padrão até então. Com certeza vão ocorrer problemas, ajustes serão necessários, e em 2019 ingressam os órgãos públicos”, apresentou, de forma cronológica.

Negruni foi enfático ao afirmar que é necessário cumprir tudo que estiver estabelecido, em todos os âmbitos, como trabalhista, previdenciário, tributário, de saúde e Meio Ambiente, entre outros. “O mundo digital nos permite agilidade, acabou a auditoria por amostragem. O Fisco usa inteligência artificial, processamento cognitivo e pesquisa de datamais. A cada três anos a tecnologia muda completamente, o que deixa o equipamento defasado, e somos obrigados a evoluir. Há vários processos digitais que levam à auditoria”, exemplificou, citando a divisão de responsabilidades e muita atenção de empresários e profissionais da contabilidade. “Recursos humanos e setor tributário terão que ‘dar as mãos’ para conseguir fazer o projeto menos complicado. É preciso o diálogo para entender, sem a divisão de PF e PJ. Esses dois povos precisam conversar”, recomendou.

Por fim, enumerou três aspectos que merecem grande atenção para que o projeto de e-Social funcione, que incluem mudanças culturais, de processos e de sistema. “A cultura da empresa é fortemente impactada, como, por exemplo, o período de gozo das férias como manda a lei e a inexistência de dados cadastrais, considerando os dados mutáveis. Em processos, o que temos hoje não funciona para o que teremos amanhã, em sua grande maioria, como processo de admissão, ponto, frequência e assiduidade, o que existia em papel não será mais assim. E os sistemas deverão estar integrados, o que fazemos em um, deve estar refletido no outro, como a folha de pagamento, o financeiro, a medicina do trabalho e o contábil. O sistema reflete o que dizem os meus processos, que, por sua vez, estão baseados na cultura da empresa”, finalizou.

Fonte Leandro Augusto Hamester

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