Cadeia produtiva da erva-mate: Setor terá Manual de Boas Práticas

O setor ervateiro inicia, nesta semana, uma caminhada rumo ao desenvolvimento de um Manual de Boas Práticas para os processos que envolvem a produção e comercialização da erva-mate. A iniciativa é da Emater/RS-Ascar, das ervateiras locais, da Secretaria Municipal de Agricultura, do Instituto Brasileiro da Erva-mate (Ibramate), do Polo Ervateiro do Alto do Vale do Taquari e a da Associação Amigos da Erva-mate (AA Erva-mate).

A construção será feita por meio de reuniões de sensibilização técnica e de planejamento das atividades. Para tanto, cada ervateira está convidando seus colaboradores e seus familiares para participar dos encontros, que irão ocorrer em diferentes dias e localidades do interior. “Optamos por realizar as reuniões por ervateira para que fique mais fácil a discussão dos temas. Além disso, este é um trabalho pioneiro no setor. A região está tendo a coragem de iniciar uma ação que visa a qualificação da erva-mate e poderá servir de exemplo para todo o Estado”, destaca o presidente do Polo Ervateiro do Alto do Vale do Taquari, Jurandir Marques.

Nas reuniões, o grupo organizador irá ouvir as demandas dos produtores sobre o que eles esperam da cultura. “Queremos envolver toda a família. De cada encontro, vamos eleger um representante dos homens, das mulheres e dos jovens, para que participem de uma grande reunião, que provavelmente irá ocorrer em outubro, e terá como objetivo planejar as ações para 2014, focando todo o Polo Ervateiro, na questão de cursos, palestras, treinamentos, entre outros. Estas pessoas escolhidas serão os lideres”, afirma. Para Marques, as famílias produtoras de erva-mate e colaboradoras das ervateiras merecem uma atenção especial. “É o que vamos oportunizar, por meio de uma reflexão sobre o papel de cada um na cadeia produtiva da erva-mate, na família e na sociedade”, ressalta.

Motivar para o trabalho diário

Os encontros visam promover o bem estar dos envolvidos na cadeia produtiva, motivar as famílias a priorizar a atividade na propriedade, além de desenvolver e planejar ações que promovam produtividade, alegria, bem-estar, conhecimento e a participação com satisfação. “Com isso, esperamos que os produtores saibam tirar proveito dos ensinamentos e que levem para sua família e propriedade. Também queremos que os encontros sirvam de motivação para o trabalho diário”, emenda.

Nas reuniões serão abordados diferentes conteúdos, além de promover uma confraternização entre os participantes. Entre os principais pontos estão o resgate e aprimoramento do conhecimento da cadeia produtiva da erva-mate, resgate da autoestima, integração social, conhecimento, planejamento e comprometimento.

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