Cadeia da erva-mate retoma propostas para o setor na parte alta do Vale

O setor ervateiro da região alta do Vale do Taquari voltou a reunir-se para pleitear melhorias por meio da implantação de políticas públicas. Convocada pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa gaúcha, a audiência pública ocorrida na segunda-feira, dia 27 de agosto, no salão da comunidade de Linha Gramadinho, reuniu representantes de todos os elos da cadeia produtiva.

Na pauta, os mesmos itens discutidos nos último quatro meses, em reuniões convocadas pela Câmara Setorial da Erva-Mate e pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento do governo federal. Na mesa principal, representantes dos principais órgãos e entidades do setor primário enfatizaram a importância da erva-mate para a economia gaúcha e para o bem-estar da população, ao mesmo tempo em que reivindicaram mais reconhecimento por parte dos governos estadual e federal.

Industriários, produtores rurais, líderes sindicais, tarefeiros, transportadores, vereadores e prefeitos marcaram presença na plateia. O encontro da última semana foi mais um passo na busca da consolidação da região como polo ervateiro do Rio Grande do Sul. Conforme o gerente regional adjunto da Emater/RS-Ascar, Carlos Augusto Lagemann, a região alta do Vale do Taquari é responsável por 50% da erva-mate produzida no Estado.

Para a presidente da Associação Amigos da Erva-Mate, Juliana Montagner, a audiência representa a evolução da cadeia na busca do fortalecimento do setor na região. “O fato de, hoje, nossa região ser o polo ervateiro do RS não dá garantia de que o será eternamente. A busca pela estruturação é constante e necessária à segurança dos profissionais que atuam em cada um dos elos desta cadeia”, avalia. Para ela, o setor está em fase de amadurecimento. “É necessário que todos estejam satisfeitos, sem a exploração de um pelo outro”, pondera.

Os preços pagos ao produtor e o saldo restante à indústria também foram citados. Conforme o presidente da comissão gaúcha, o deputado estadual Juliano Roso, é necessário refazer a conta, porque o produto final custa caro, e os produtores e as indústrias recebem pouco.

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