Cadastro Ambiental Rural é tema de palestra em Lajeado

A Emater/RS-Ascar – com o apoio da Prefeitura de Lajeado e Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) – realizou nesta quarta-feira, dia 1º, uma palestra sobre Cadastro Ambiental Rural (CAR). A atividade foi realizada no Salão de Eventos da Prefeitura e contou com a participação de conselheiros agropecuários, de produtores integrantes da Associação de Feirantes local e de agricultores participantes da Chamada Pública do Leite, operacionalizada pela Emater/RS-Ascar em todo o Estado, por meio de convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Na ocasião, o engenheiro florestal da Emater/RS-Ascar, Álvaro Mallmann, abordou o cadastro, que tem o objetivo de promover a identificação e a integração das informações ambientais das propriedades e posses rurais, visando ao planejamento, monitoramento, combate ao desmatamento e regularização ambiental. “A intenção não é a de ensinar os agricultores a fazer este registro e sim orientá-los sobre aquilo que deverá ser informado para os técnicos que elaborarem o documento”, enfatizou o palestrante.

De acordo com Mallmann, ainda são muitas as dúvidas a respeito das regras para composição do CAR, não apenas por parte dos agricultores, mas também dos técnicos. “É preciso que se saiba o que exatamente deve ir para o cadastro, além de outras informações, como tipo de bioma, tipo de área existente em cada propriedade, topografia, entre outros”, observa. “Além disso, é importante que os produtores tenham conhecimento sobre o Programa de Regularização Ambiental (PRA) e sobre os tipos de recomposição de reserva que, eventualmente, deverão ser feitas”, salienta.

O prazo original para preenchimento do cadastro encerraria no último dia 06 de maio. Mas uma solicitação dos secretários de Estado, do Ministério Público e dos ruralistas, ampliou o prazo para o dia 6 de maio de 2016. O CAR, além de ser um potencial instrumento para planejamento do imóvel rural, facilita o acesso ao crédito agrícola. “No Rio Grande do Sul, apenas 3% das propriedades rurais foram registradas, ou seja, temos uma verdadeira corrida contra o relógio para atender a esta demanda”, ressalta Mallmann. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, deverão ser destinados R$ 95 milhões para que as empresas de assistência técnica e extensão rural executem o programa.

Participante da atividade, o agricultor Aírton Schneider, do Bairro Imigrante, em Lajeado, disse não ter muitos conhecimentos sobre o que diz a Legislação Ambiental. “Essas capacitações são boas, pois nos permitem entender um pouco mais sobre o assunto”, garante. Bovinocultor de leite, possui 16 vacas em lactação, que produzem 300 litros de leite por dia. Há 10 anos trabalhava em uma gráfica, na cidade, quando resolveu retornar para o campo. “Era meu sonho voltar a trabalhar no interior e, hoje, posso dizer que me realizo com aquilo que faço”, diz.

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...