Braun quer 100% do rebanho vacinado

Imunizar 100% do rebanho de Estrela contra a Febre Aftosa é meta para o secretário de Agricultura, José Adão Braun. Ao todo, serão 18 mil cabeças de bovinos que receberão uma ou duas doses da vacina, dependendo da idade do animal. Embora parte das ampolas sejam liberadas pelo Ministério da Agricultura, o município investe ainda outros R$ 26 mil para oferecer a vacina a todos.

Conforme Braun, três equipes de veterinários da secretaria passam pelas cerca de mil propriedades rurais do município aplicando as injeções. “Na maioria dos municípios da região os frascos com as vacinas são distribuídos, mas não há aplicação. Uma boa parte se perde, sem que os animais sejam realmente imunizados”, observa.

A Secretaria de Agricultura de Estrela organiza os roteiros, comunica os agricultores, vai às propriedades e vacina cada gado. Em seis meses, retorna para aplicar a segunda dose nos terneiros com até 2 anos de vida. Tudo para evitar com que a Aftosa tenha focos no município. “Para uma cidade que produz 40 milhões de litros de leite por ano seria um desastre aparecer um foco da doença”, enfatiza.

A doença

A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta animais de casco fendido, como bois e búfalos. Outros animais também podem contrair a doença, como veados, elefantes, camelos, lhamas e capivaras. Não são afetados cavalos, asnos, mulas e bardotos.

A Transmissão

A doença é transmitida principalmente pelo contato entre animais doentes e sadios. Mas o vírus também pode ser transportado pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas (mãos, roupas e calçados) que entraram em contato com os animais doentes.

Os sintomas

Os principais sintomas são febre, vesículas e úlceras na boca, patas e nas tetas, perda de apetite, salivação e manqueira. Ocorre também redução da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva. Pode haver mortes principalmente em animais jovens ou debilitados.

Os impactos econômicos

A disseminação da febre aftosa compromete o sistema produtivo, provoca prejuízos econômicos na produção pecuária e tem um impacto significativo no comércio de produtos agropecuários no exterior. O surgimento da doença provoca uma série de embargos à exportação de animais, de carne fresca e de produtos derivados, pois prejudica o padrão sanitário dos alimentos de origem animal exigido nos acordos de comércio internacional.

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