Brasília autoriza a criação de porto seco em Estrela

Com o aval da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o prefeito de Estrela, Carlos Rafael Mallmann, projeta a criação de um porto seco junto ao Porto de Estrela. A proposta, aprovada pela União, poderia ser mais um atrativo à operação logística no porto. Para o setor, é preciso fazer um estudo de mercado e saber se a necessidade regional bancaria a ideia.

Uma reunião realizada em Brasília, na sede da Antaq, agrega outros planos ao Porto de Estrela. Com a liberação da agência que regula o transporte, a ideia agora é convencer ao Estado – proprietário da área -, a liberar a área de 20 hectares ao lado do porto. “Eu creio que o Estado não fará oposição ao projeto. Ainda nesta semana faremos o pedido e a liberação deve ser uma consequência”, acredita Mallmann.

De acordo com ele, com a implementação do porto seco será possível oferecer aos transportadores – que hoje desviam de Estrela – a possibilidade de trazer um caminhão carregado para embarcar no porto e sair com outra carga daqui, vinda dos armazéns do porto seco. “Essa é outra tentativa de tornar a operação portuária viável e utilizar as linhas de trem, as rodovias e hidrovia que encontram-se em Estrela.”

Na proposta, o município entra com a ajuda na construção dos pavilhões, que terão a iniciativa privada como parceira. “Nós temos várias empresas no Vale do Taquari que trabalham com logística e transporte rodoviário que poderiam ser parceiras. Também vamos procurá-las”, antecipa Mallmann.

O outro lado

Para o empresário lajeadense Valmor Scapini, a Administração de Estrela precisa fazer uma pesquisa de mercado e estudar a melhor maneira de implantar o porto seco.

De acordo com ele, instalar um entreposto aduaneiro junto ao porto seco seria sim um atrativo, especialmente ao que vem do exterior. “As cargas vindas de fora precisam passar por esse posto para darem entrada no Brasil. A instalação dessa funcionalidade junto ao projeto do porto seco seria um atrativo à vinda cargas pela estrutura da região”, explica Scapini.

O empresário diz que o Vale precisa negociar com a Serra gaúcha para colocar o Porto de Estrela na rota do transporte. “Por isso é necessário ampliar os contatos e pesquisar quem seriam os usuários de um porto seco.”

Saiba mais

O porto seco funciona como uma espécie de grande armazém. Nele, cada transportador que embarca e desembarca mercadorias, sejam elas pelos trilhos do trem, pelas rodovias ou pelo Rio Taquari, armazenam produtos para tornar o frete mais barato.

Com o porto seco, quando uma carreta trouxer produtos para o Porto de Estrela descarregará a carga que irá viajar pela água e recarregará o caminhão com produtos que têm outros destinos.

O modal tem como principal objetivo baixar o custo do transporte, utilizando-se da estrutura férrea, rodoviária e pluvial que Estrela tem.

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