Brasileiros consumiram 1,305 bilhão de litros de sorvete em 2014

Conta a história que o sorvete ficou conhecido no Brasil a partir de 1834, quando dois comerciantes do Rio de Janeiro compraram gelo e começaram a fabricar o produto com frutas locais. De lá para cá, o espaço ocupado pelo alimento na dieta dos brasileiros e na economia tem crescido a cada ano. A constatação é feita a partir de levantamento da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis). Em 2014, no Brasil, foram ingeridos 1,305 bilhão de litros de sorvete, representando um aumento de 4,9% em relação ao ano anterior. Se considerados os últimos dez anos (2005-2014), o índice atinge 80,2% de crescimento.

A quantidade média degustada por cada brasileiro também registra alta, de acordo com a pesquisa da Abis. De 2013 para 2014, aumentou 3,8% – de 6,19 litros saltou para 6,43 litros. Em uma década, o acumulado positivo é de 62,7%. O Rio Grande do Sul tem participação importante neste cenário. Consumir sorvete já é um hábito da população, que, ao optar por marcas regionais, ajuda na expansão do setor, que investe em inovação, qualidade e diversidade de produtos.

Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com 403 indústrias de fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis, conforme consta na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Fornecer meios para fortalecer, principalmente as médias e pequenas empresas, é um dos intuitos da Associação Gaúcha das Indústrias de Gelados Comestíveis (Agagel). Para isso, a entidade representativa dos empresários, fundada em 1999, investe na realização de eventos e cursos e na participação em feiras segmentadas, entre outras iniciativas.

Para o presidente da Agagel, Daniel Greve, essa ascensão do setor em nível nacional é resultado de muitos fatores, entre os quais, calor acima do esperado no verão passado, principalmente nas regiões Sudeste e Centro Oeste, assim como no aqui no Estado. Outro aspecto é o aumento do poder aquisitivo das famílias nos últimos anos. “Estes números devem crescer em 2015. Ainda é cedo para confirmar as expectativas, já que a economia deve influenciar no fechamento das vendas deste período”, prospecta Greve.

Tipo massa desponta na produção

O consumo crescente de sorvete reflete positivamente na produção das indústrias. No topo do ranking, está o tipo massa, com 923 milhões de litros fabricados em 2014. Em 2013, foram 885 milhões de litros. Os picolés aparecem em segundo lugar. No ano passado, atingiram 257 milhões de litros contra 244 de 2013. Embora em expansão, a variante sof (conhecido também como expresso), é a menos produzida no Brasil, chegando ao volume de 125 milhões de litros em 2014 – sete milhões a mais do que em 2013.

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