BR-386 deve ter o retorno das praças de pedágio

Desde o início da semana, equipes de uma empresa de São Paulo fazem a contagem volumétrica de tráfego na BR-386, no trecho que passa pela região. Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a atividade é realizada como parte do processo de concessão da rodovia à iniciativa privada.

O inspetor-chefe da 4ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal (PRF), Adão Vilmar Madril, explica que o estudo deverá delimitar a quantidade de praças de pedágio do trecho que vai da cidade de Canoas até Carazinho. “Nós só fomos notificados desse estudo. Não houve nenhuma comunicação que projeta prazo para licitação da rodovia”, justifica. O trecho sob responsabilidade da 4ª Delegacia da PRF vai de Canoas até a cidade de Iraí, no norte do Estado.

Antes da devolução das estradas à União, havia duas praças na região: uma instalada em Fazenda Vilanova e a outra em Marques de Souza. A segurança do tráfego não deverá ser afetada, conforme o agente – nem mesmo se o pedágio ficar entre Lajeado e Estrela, um dos trechos mais movimentados do trajeto. “Temos como exemplo a Free Way. A pista é alargada e várias cancelas são instaladas para evitar congestionamentos”, destaca o inspetor-chefe da PRF.

Modelo catarinense

Para o presidente da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), Ito Lanius (58), a parceria público-privada é vista com bons olhos, especialmente pelos exemplos consolidados como a privatização da telefonia no país.

Conforme Lanius, a concessão de pedágio a empresas privadas eleva a qualidade da pista da rodovia ao gerar investimento e manutenção contínua. “Mas é preciso que se tenha atenção a esse processo. O valor do pedágio não poderá ser abusivo”, destaca. Por ser uma rodovia que detém um volume acentuado de veículos, Lanius acredita que os valores praticados nos pedágios de Santa Cataria, na BR-101, na faixa dos R$ 2, podem servir de exemplo à concessionária que assumir a pista na região.

De acordo com a assessoria de imprensa da Superintendência Regional do Dnit, o processo de concessão da BR-386 é executado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília.

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