Batimetria avalia calado do Rio Taquari

Parceria entre a Administração de Hidrovias do Sul (AHSul) e a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) assegura a realização de um diagnóstico completo do calado do Rio Taquari.

De acordo com o diretor de Hidrovias da SPH, Cristiano Nogueira da Rosa, a batimetria inicia nos próximos dias e permitirá melhor aproveitamento do rio. “Vamos buscar empresas que tenham interesse em fazer o transporte por meio do Taquari.”

Segundo Rosa, a navegabilidade da hidrovia é garantida pela AHSul, mas há limitações quanto ao tamanho das embarcações. “Na barragem de Bom Retiro do Sul, a profundidade máxima para passagem dos barcos é de 3,2 metros.”

No restante do rio, a profundidade mínima exigida é de 2,5 metros. Conforme Rosa, como o rio é usado principalmente para transportar cereais, o tamanho do calado não impede a utilização. “A safra começa em abril, longe do período de seca, e mesmo em época de estiagem o calado supera os 2,5 metros.”

Quanto à utilização da hidrovia, Rosa afirma que a única empresa que fazia o trajeto entre Estrela e o Porto de Rio Grande deixou de aproveitar o trecho por estar com os navios trabalhando com capacidade máxima em outras localidades.

Diante dessa situação, o diretor da SPH defende a atração de empresas que tenham embarcações menores. Para ele, não adianta fazer alterações no calado para receber navios se os barcos não passarem pela barragem de Bom Retiro do Sul.

Rosa lembra ainda que a responsabilidade pela hidrovia é da AHSul, mas ressalta que a SPH auxilia nos trabalhos de batimetria e dragagem. A superintendência inclusive empresta equipamentos ao órgão, que é ligado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Desistência

No ano passado, a Navegação Aliança desistiu de operar no Porto de Estrela. Entre os motivos alegados pela empresa, estava a possibilidade de avarias nas embarcações devido ao calado do Rio Taquari.

De acordo com a AHSul, o Taquari suporta as passagens das embarcações. O engenheiro do órgão, Pedro Henrique Zimmer, afirma que há trechos críticos, nos quais as máquinas trabalham rotineiramente para garantir a navegabilidade.

Segundo Zimmer, há duas dragas fazendo a limpeza do canal em 22 quilômetros onde há acúmulo de cascalho. “Temos dois contratos em vigência.”

Proprietário da empresa terceirizada que faz a dragagem do rio, Wolnei Schain afirma que o número de barcos encalhados diminuiu com os trabalhos. “Em 2012 era comum termos barcos encalhados. Depois de dois anos, tivemos apenas um caso.”

Extração de cascalho

Conforme o diretor da SPH, uma das atividades que podem ser instituídas no Taquari é a mineração de cascalho. Rosa afirma que a proposta é incipiente e dependeria de uma autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral.

“Hoje temos licença apenas para tirar o cascalho do fundo do rio e colocar nas margens”, ressalta. Segundo ele, municípios como Estrela e Bom Retiro do Sul já tem autorização para extrair o mineral, mas não conseguem exercer a atividade devido ao nível alto das águas.

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