Banco Mundial injeta R$ 305 mil no agronegócio do Vale

Há três anos, a família de Janete Pflugseder (44) recebeu R$ 6,4 mil para compra de equipamentos para a produção e comercialização de embutidos de suíno produzidos no Bairro São Bento de Lajeado. O recurso, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo (SDR), veio com subsídio de 80% e carência de três anos para pagar.

Somente no ano que vem Janete terá que tirar do caixa R$ 1,2 mil para quitar o empréstimo que trouxe fluxo de caixa e desenvolvimento para a família. Assim como ela, outras 51 famílias serão contempladas novamente, com um recurso vindo do Banco Mundial, que soma R$ 305 mil, para 23 municípios do Vale do Taquari.

Na rotina da família de São Bento, a entrada do valor em caixa possibilitou a aquisição de bandejas, balanças e utensílios usados para a comercialização dos 13 tipos de embutidos vendidos na feira do produtor de Lajeado. “Esse recurso nos deu liquidez e fluxo de caixa para continuarmos investindo em nossa produção”, explica Janete. De acordo com ela, a cota única será paga no ano que vem, quando os mais de R$ 6 mil renderam bons negócios na agroindústria. “Foi a diferença no nosso negócio”, complementa.

Conforme a presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini (36), esta foi a primeira vez que o Estado deu autonomia para as regiões decidirem quais projetos habilitar e como utilizar o dinheiro. “É um ganho, que pode não ser tão grande, mas ajuda a desenvolver propriedades que, às vezes, precisam de muito pouco, de um pequeno investimento em acesso à internet, por exemplo.”

Uma das regras para habilitar projetos era participar do debate, que ocorreu na quinta-feira, dia 27 de agosto, na Univates, em Lajeado. “Foram 23 cidades representadas, e praticamente cada uma foi contemplada com dois projetos”, destaca. Cintia diz que o prazo para habilitação das propostas se encerra em 30 de outubro, por isso, as cidades precisam coletar as informações junto às propriedades para garantir o uso dos recursos.

Desconto de 80%

Os recursos tomados em empréstimo no Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e administrados pelo Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) são no sistema “fundo perdido”. Isso quer dizer que o produtor contemplado só paga 20% do valor recebido, em condições semelhantes às da família do Bairro São Bento, em Lajeado.

Participaram da divisão as cidades de Colinas, Cruzeiro do Sul, Dois Lajeados, Fazenda Vilanova, Muçum, Relvado, Tabaí, Anta Gorda, Arvorezinha, Dois Lajeados, Doutor Ricardo, Putinga, Roca Sales, Capitão, Marques de Souza, Travesseiro, Vespasiano Corrêa, Encantado, Imigrante, Lajeado, Taquari, Westfália e Santa Clara do Sul.

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