Avós movimentam R$ 1,85 bilhão na economia gaúcha

No próximo domingo, dia 26, comemoramos o dia dos avós. Pessoas que no novo milênio não se limitam ao estereótipo dos bons velhinhos cuja atividade principal se resume a cuidar dos netos. De acordo com a Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), o perfil deste público vem mudando e é possível perceber o reflexo disso no mercado de consumo. Além de participarem da criação dos netos financeiramente, eles são muitas vezes chefes de família e querem investir em sua qualidade de vida. “A condição financeira deste público em razão da aposentadoria, e de muitos continuarem trabalhando, faz com que eles sejam fundamentais neste momento de crise. Hoje, eles movimentam mais de R$ 1,85 bilhão na economia gaúcha a cada mês”, afirma o presidente da AGV, Vilson Noer.

Essa mudança comportamental da “nova geração” de avós também revela maior poder aquisitivo para arcar com despesas de saúde, moda e beleza. De acordo com pesquisas da empresa Rohde&Carvalho, 62% das mulheres acima de 60 anos já fizeram cirurgia plástica, 69% cuidam do corpo para ficar atraentes e 48% compram novidades em cosméticos que prometem deixá-las mais jovens e bonitas.

Ainda de acordo com as pesquisas, 59% das mulheres e79% dos homens com mais de 60 anostrabalham e, mesmo os aposentados, têm uma nova visão de como gastar seu dinheiro. Atualmente os avós investem em viagens, imóveis, carros, vestuário e tecnologia. Conforme o presidente da AGV, cerca de 45% das mulheres acima dos 60 anos e 32% dos homens compram roupas novas a cada estação, dados que indicam o quantoestão cada vez mais ligados na moda e nas tendências.

Entretanto, dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que os lares que contam com moradores idosos devem ser mais penalizados pela inflação este ano. A alta de preços esses consumidores já atingiu 9,37% nos 12 meses até junho e tende a se aproximar de 10% nos próximos três meses, especialmente em custos de remédios, planos de saúde e condomínio. Para a especialista em pesquisas de mercado, Suzana Carvalho, da Rohde&Carvalho, a sociedade está mudando a sua percepção em relação ao conceito de velhice, principalmente com relação às mulheres. “É perceptível que hoje uma mulher com 50 anos ou mais, é mais ativa que em décadas passadas, atuante no mercado de trabalho, preocupada com a saúde e com sua beleza. Antes, com 50 anos, a atividade dela era cuidar dos netos. Hoje os acompanham, frequentam a academia, estão nas redes sociais, e apresentam aos netos as boas músicas de outros tempos”, explica.

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