Audiência Pública demostra relevância do aeródromo de Estrela

Empresários de diversos ramos, proprietários de aeronaves e políticos do Vale do Taquari estiveram reunidos, na tarde de segunda-feira, dia 23, na Câmara de Vereadores de Estrela para discutir o futuro do Aeródromo Regional. A audiência pública convocada pela Comissão de Economia e Infraestrutura da Assembleia Legislativa (AL) demonstrou a relevância do espaço para o desenvolvimento da região.

Presidida pelo deputado Alexandre Postal, a audiência teve ainda a presença do deputado Lucas Redecker e, em nível federal, do deputado Alceu Moreira. Na AL do RS uma subcomissão foi criada especialmente para tratar do assunto. “O resumo deste debate será encaminhado não só para os deputados, mas igualmente ao governador Tarso Genro e à presidente Dilma”, lembrou Postal no início.

Para o prefeito Carlos Rafael Mallmann o município é privilegiado com uma infraestrutura invejável no Estado. Possui porto, aeródromo e ferrovia, além de estar à margem das principais rodovias. “No entanto, nenhuma destes opera com a potencialidade merecida”, ressalta. A ideia é compartilhada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de Estrela, Marco Aurélio Wermann, que desde o início do ano busca a regularização dos 570 metros de pista.

Wermann explica que três passos são necessários para que o aeródromo volte a operar. No primeiro, o Governo do Estado precisa fazer a devolução do espaço doado para o município, no segundo, deve ocorrer a liberação por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e, por último, um Plano de Zoneamento precisa ser entregue. “Todos os passos já foram, de alguma forma, iniciados e estar em andamento. Claro, tudo tem uma certa burocracia que entrava, em especial em relação a Anac”, diz.

Roni Mates, piloto há 40 anos disse que o aeródromo de Estrela está bem localizado, a 5 minutos do Centro das cidades de Estrela e Lajeado e tem condições para ser uma ótima pista devido a elevação de 30 metros em relação ao nível do mar, o que facilita pousos e decolagens. “A aviação funciona em dois casos: quando não há estradas, como no caso do Norte do país ou quando as estradas estão cheias demais, como é o nosso caso”, lembra. Falando em nome do Governo do Estado, o assessor do Gabinete dos Prefeitos Adeli Sell disse que já há uma determinação do Governo do Estado para resolver a questão portuária e que, se houver mobilização regional, é possível incluir o aeródromo na pauta. Para ele, a região precisa mostrar a tenacidade desta necessidade, o que se dá através de pressão política.

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