As organizações rumam para um mundo fluído

Especialista em Recursos Humanos e mestre em Administração, Paulo Amorim

“Algum tempo atrás, as mudanças eram anunciadas permitindo que nos preparássemos para elas. Mas agora não há mais aviso prévio. Algumas coisas mudaram nas organizações e na gestão de pessoas que nos leva a corrigir a rota. E como isso impacta as relações?” Na última sexta-feira, 22 de julho, o especialista em Recursos Humanos e mestre em Administração, Paulo Amorim, foi o palestrante na reunião-almoço promovida pela Câmara de Comércio, Indústria e Serviço de Estrela (Cacis) e falou sobre o mundo em transformações e a gestão das pessoas. Amorim tem passagens por multinacionais como Coca-Cola, Gerdau e Dell Computadores.
Segundo o especialista, hoje, as carreiras são horizontais. Se antes existiam cerca de 15 níveis hierárquicos dentro de uma organização, percebe-se que esse número nos dias atuais chegam, em média, a cinco. “Temos que mudar as perspectivas, pensar horizontalmente, pois o crescimento é horizontal e não mais em patamares. Não existem mais posições hierárquicas que acomodem todas as ambições profissionais, mas tem muita oportunidade para lideranças. O conceito de chefe está mudado”, explicou.
Para ele, essas mudanças provocaram também um novo cenário, já que a velocidade nas estruturas das organizações formam novos CEO’s, donos, acionistas e assim por diante. E com os novos mercados e novos competidores, surgem novas profissões em todos os segmentos que antes eram impensáveis e é vital acompanhar as mudanças. “A organização não está mais constituída como pirâmide, mas sim, em rede”. Porém, segundo ele mesmo avalia, nem todas as empresas estão no mesmo nível de maturidade.
Ao final, Paulo Amorim, lembrando que a provocação era digna de um bate-papo filosófico, propôs uma reflexão: “As empresas rumam para um mundo fluido. Vamos parar de olhar para trás para liderar hoje e vamos olhar o futuro para liderar agora. Questionamentos estão vindo à tona, e como vamos funcionar com essa estrutura? As pessoas querem ser elas mesmas. Querem ser felizes. Ainda assim, temos de lembrar que felicidade não é um conceito absoluto, nem constante”.

Fonte MEIRE BROD - DOBRO COMUNICAÇÃO

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