Arvorezinha realiza seminário dentro da Chamada Pública da Sustentabilidade

O município realizou, na última quarta-feira, dia 29 de abril, mais um seminário relativo à Chamada Pública da Sustentabilidade, que está sendo executada pela Emater/RS-Ascar em todo o Estado, por meio de convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) do Governo Federal. A atividade ocorreu no salão da comunidade de Torres Gonçalves e contou com a participação de cerca de 40 agricultores. Na ocasião foram realizadas palestras, com temas como, produção agroecológica de alimentos, manejo conservacionista do solo, manejo do pomar, produção artesanal de caldas, biofertilizantes e outros produtos naturais.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar de Arvorezinha, Ivan Bonjorno, o objetivo das ações da Chamada Pública é o de intensificar a assistência técnica e a extensão rural, aproximando ainda mais os técnicos e os produtores dos municípios envolvidos. “Algo que está sendo feito por meio de atividades individuais, como visitas e diagnósticos das propriedades, e coletivas, como é o caso de cursos, oficinas, dias de campo e seminários, como este que ocorre aqui hoje”, ressaltou Bonjorno. Em Arvorezinha são 180 famílias contempladas pelo Programa, que deve se encerrar em outubro de 2016, com possibilidade de prorrogação.

Para o jovem agricultor Anderson de Lima, as atividades da Chamada tem sido uma boa alternativa para aquisição e troca de conhecimentos sobre o trabalho no campo. “A gente aprende sobre a importância de um solo com boa quantidade de nutrientes, a valorizar as fontes de água que estão em nossa propriedade, sobre a importância do meio ambiente, enfim, a ver o lado ‘mais limpo’ da nossa atividade”, salienta. Na propriedade em que trabalha com os pais – o irmão mais novo é eletricista na cidade –, o fumo é o principal cultivo. “Possuímos 50 mil pés, distribuídos em 3,5 hectares”, observa.

Ainda assim, Anderson – que, na comunidade exerce importante papel na coordenação de um grupo de jovens – já estuda a possibilidade de alterar a matriz produtiva da família. “O fumo até dá um bom retorno, mas o preço decaiu muito e há um excesso no uso de agrotóxicos, além de ser um tanto desgastante”, analisa. Com a faculdade de Educação Física quase concluída, o jovem de 23 anos não tem vontade de se desligar da propriedade. “Até posso trabalhar algum turno na minha área, mas quero manter a terra, ter meus cultivos”, diz.

A preocupação em relação ao êxodo rural, também acompanha a jovem Jaqueline Zabott Gasparin, de 22 anos. Ao lado dos pais e de um irmão, tem no fumo e na erva-mate os principais produtos na propriedade. Ainda assim, garante haver uma preocupação em relação a diversificação. “Temos horta, pomar, alguns animais, fabricamos vinho, possuímos plantação de eucaliptos, criamos abelhas”, afirma. Mesmo com toda a variedade, ainda não sabe se o seu futuro será junto ao lugar em que nasceu. “Meus pais têm a ideia de ir para a cidade”, finaliza.

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