Artigo de opinião

Pedágio: a tecnologia na cobrança pelo uso das rodovias

Dezenas de municípios ao longo da BR 386 debatem a concessão da rodovia, que somente será viabilizada com a instalação de pedágios. Entendemos que o atual sistema de cobrança dos pedágios utilizando praças com cancelas e cobradores é antiquado, arcaico e inseguro.
Ele exige pessoas executando a cobrança, confinando-as em um cubículo desconfortável, totalmente insalubre. Os cobradores estão sujeitos a qualquer momento serem assaltados e mortos por marginais, em condição de altíssima periculosidade.
Obriga os usuários a pararem, formando filas para serem atendidos. Fazer fila para pagar já é um absurdo, sem contar a perda de tempo que nos é imposta. Há ainda o grave perigo, por estar parado, de também ser assaltado a qualquer momento.
Por outro lado, colocar quatro praças de cobrança em trecho de 250km em uma rodovia aberta, com acesso a qualquer propriedade ou vila instalada em sua margem, é pedir para uma grande maioria utilizá-la e não pagar pelo uso, onerando aqueles que utilizam a via para deslocamento mais longo.
Colocar a praça próxima de uma comunidade implicará em duas situações: penalizar estes usuários, pois estarão constantemente pagando pedágio por utilizarem pequeníssima quilometragem; ou isentá-los do pagamento, o que agrava e encarece o pedágio dos pagantes. Nenhuma das soluções é justa.
O sistema mais moderno e justo que defendemos é distribuir gratuitamente dispositivo eletrônico vinculado à placa do veículo que, ao passar por equipamentos de leitura, colocados a determinadas distâncias, tipo 10, 15 ou 20Km, cobram o valor justo e adequado por quilômetro rodado. Essa cobrança pode ser feita através de cartões de crédito, aparelhos celulares ou conta bancária. Quem passar pelos leitores sem o dispositivo incorrerá em multa grave.
Os estrangeiros, quando entrarem com seus veículos no país, receberão o dispositivo com instruções de funcionamento, pagando o valor do pedágio ao saírem do país. Os que alugam carro, pagarão na própria locadora. Esta tecnologia já existe no Chile, Portugal, Estados Unidos, Alemanha e outros países desenvolvidos. Assim, é inconcebível planejar-se qualquer outra forma de cobrança em projeto desta magnitude e que se desdobrará por décadas.

 

Fonte Leandro Vernei Eckert-Diretor de Infraestrutura Associação Comercial e Industrial de Lajeado - ACIL

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