Altas temperaturas prejudicam plantações de hortaliças no Vale

Produzir hortaliças, durante os meses de verão, não é algo muito fácil para a grande maioria dos pequenos agricultores que auferem alguma renda anual com a atividade. O calor excessivo, em determinados momentos, como foi o período de das festas de fim de ano, quando as temperaturas passaram de 41ºC em algumas localidades da região, prejudica principalmente, o desenvolvimento das folhosas – como rúcula, alface, couve-flor e repolho. Dados repassados pela Emater/RS-Ascar , informam que neste período houver perdas nos cultivos ao redor de 50%, principalmente em propriedades do Vale do Caí.

A transpiração das folhas e o alto grau de incidência solar, causa danos, como é o caso de do plantio de tomate, causa manchas prateadas nos frutos, o que reduz o seu valor comercial, diz o agrônomo do escritório regional da Emater, Derli Paulo Bonini. No entanto, hoje já existe uma variedade bem grande de materiais genético adaptados, mas que mesmo assim, ainda precisam de alguns cuidados. O profissional de agronomia destaca que existem alguns recursos para se aplicar, quando as temperaturas ficam muito elevadas: realizar irrigação por aspersão nas plantas e utilizar sombrite a 50%, que retém boa parte dos raios do sol.

Cultivos apropriados

Os cultivos mais apropriados para a época de calor são tomate, pepino, pimentão, berinjela e vagem. Eles suportam melhor a elevada insolação, diz Bonine. A frustração de safra sempre afeta os preços dos produtos com oferta reduzida. No Vale do Taquari, segundo informa o agrônomo, a entrega da produção sempre ocorre mais cedo, quando comparada à produção da Serra. Quando aqui, há falta de certos produtos, os horticultores de lá, que possuem um clima mais ameno e entregam maior quantidade, suprem a demanda aqui existente, salienta Bonine.

De acordo com o técnico em agropecuária da Emater de Cruzeiro do Sul, Mauricio Antoniolli, as altas temperaturas e taxas de umidade, neste período, são propícios para o aparecimento de pragas e doenças fúngicas. O agricultor Nelson Luis Güntzel, de Boa Esperança, neste município, é um exemplo daqueles que perdem renda no verão, quando há poucas chances de produzir couve chinesa, alface, brócoli, couve-flor e repolho de qualidade. Güntzel, que trabalha com o auxílio da esposa Clarice, estima uma perda média de mais de 40% nos meses de calor, o que representa prejuízos expressivos para a propriedade.

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