Almoço Empresarial

“A economia é movida por confiança” A frase é da presidente da Federasul, Simone Leite, durante evento promovido pela CIC Teutônia

No dia 10 de agosto a CIC Teutônia realizou mais uma edição do seu tradicional Almoço Empresarial. Tendo por local o Auditório 03 da entidade, o evento contou com a participação de mais de 80 pessoas. Na oportunidade estiveram conversando com os empresários a presidente da Federasul, Simone Leite, e o vice-presidente de Integração da entidade, Rodrigo Sousa Costa, que abordaram o tema “Liderança para um novo tempo”.
Nas boas-vindas, o presidente da CIC, Renato Scheffler, agradeceu a presença de todos e enalteceu a importância do tema do evento. “Num momento em que a ética e a moral estão a um passo da falência no país, a Federasul está propondo o engajamento e melhorias na gestão, com ações de reestruturação e aproximação com as entidades filiadas”, disse.

Novas soluções em momentos de crise

Simone parabenizou Teutônia e região pela qualidade de vida e empreendedorismo, considerando que as boas relações são essenciais para o desenvolvimento sustentável. Sobre o atual cenário político e econômico brasileiro, classificou a situação como algo sem precedentes. “A crise que se apresenta precisa ser enfrentada. Se fazemos parte do problema, também temos uma oportunidade de encontrar um novo caminho. Das crises surgem novas soluções, com a melhora de processos e enxergando o que acaba ‘debaixo da pilha de papel’. As oportunidades brasileiras estão nas grandes reformas estruturais que precisam ser encaradas”, frisou, referindo-se especialmente às reformas trabalhista, previdenciária, política e tributária.
Para Simone, é essencial que esse processo de mudança fuja do debate ideológico. “A reforma trabalhista é realidade. Já, sem a reforma da Previdência, agravamos a situação do país. Não adianta garantirmos benefícios e direitos se não tivermos como financiar isso. Em termos de política, sou contra a reeleição, considerando que ideias diferentes complementam o trabalho. No que diz respeito à reforma tributária, defendo a simplificação, sem onerar as empresas, tendo mais eficiência e menos custo em apurar os impostos”, exemplificou a presidente.
A palestrante ainda apresentou gráficos com receitas e despesas do Brasil, déficit da Previdência Social e meta fiscal. “Em casa não conseguimos manter a qualidade de vida e nas empresas ‘quebramos’ se gastamos mais do que arrecadamos. É uma lógica perversa que não se sustenta.”

Confiança

Simone foi enfática ao apresentar um caminho para superar a atual crise brasileira: “A economia é movida por confiança. A partir disso registramos melhores índices de consumo e a possibilidade de novos investimentos. No atual momento, um ponto positivo está no descolamento das questões políticas das questões econômicas. Há oportunidades, uma luz no fim do túnel, e passa por nós uma mudança significativa pela lógica imposta no país. A Federasul vê como fundamental a participação da classe produtiva, ocupando espaços na tomada de decisões. A solução para toda esta crise está nas nossas mãos”, explicou.

Foco

Nesse contexto, o vice-presidente de Integração da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, apresentou cinco linhas de trabalho defendidas pela entidade: energia empreendedora, renascimento da política, engajamento cívico, protagonismo da classe produtiva e pertencimento.
“Precisamos de jovens empreendedores, embora o Brasil seja hostil para quem produz. Gastamos muito tempo para descobrir quanto pagamos de impostos e os empresários estão chegando ao seu limite. No entanto, felizmente, as pessoas perderam o medo de repreender o mal feito, o ‘jeitinho’, com o resgate de valores morais, da verdade, da coerência entre o discurso e a prática”, explicou.
Costa também exemplificou o engajamento cívico. “Todos os partidos possuem pessoas boas e ruins. Mais do que isso, as pessoas de bem e a classe produtiva precisa se engajar, ocupando espaços de decisão. Nesse contexto, a CIC Teutônia exerce muito bem o seu papel de protagonista, colocando as pessoas certas nos lugares certos, articuladas entre si, com norte definido.”
Por fim, Simone concluiu que é preciso olhar para frente. “Existem empresários que trabalham, que se arriscam, que desafiam o desconhecido, que empreendem e acreditam em dias melhores. Tenho certeza que a participação, por meio do associativismo, traduz essa energia empreendedora em força política, em uma voz ativa na construção do Rio Grande do Sul e do Brasil que queremos.”

 

Fonte Leandro Augusto Hamester

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