Almoço Empresarial da CIC Teutônia destaca trabalho da AGV e do SCPC

A CIC Teutônia realizou, na última quarta-feira, dia 19, mais uma edição do seu tradicional Almoço Empresarial. Tendo por local o Restaurante Paladar, o evento contou com a participação de cerca de 70 pessoas, que prestigiaram duas palestras.

A primeira delas foi com o presidente da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Nailor Noer, que destacou as ações da entidade, seguido do gerente comercial da CDL Porto Alegre, Paulo Borba, que falou sobre ferramentas para concessões de crédito no varejo.

Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo

A AGV foi fundada em 20 de março de 2012 e hoje congrega 139 entidades, entre Sindilojas, CDLs e ACIs; soma cerca de 24 mil empresas associadas; reúne 162 mil colaboradores diretos; e está representada em 135 municípios do Rio Grande do Sul.

Sobre a atual estrutura da entidade representativa, Noer valorizou as parcerias e enalteceu o envolvimento de lideranças do Vale do Taquari. “Nosso Planejamento Estratégico busca atender as demandas dos associados. O apoio que recebemos de outras entidades de classe enriqueceu muito o conceito da AGV no diálogo para o varejo”, disse o presidente.

Diferencial de alíquotas de ICMS

Entre as ações da AGV, o palestrante abordou os desdobramentos do Simples Nacional, em especial no que se refere ao recolhimento da diferença de alíquotas. “O Rio Grande do Sul é o único Estado na região Sul do Brasil que exige o recolhimento da diferença de alíquotas, o que desfavorece as empresas do Simples Nacional, pois são obrigadas a recolher este incremento de imposto por ocasião da compra interestadual.”

Sobre isso, Noer apresentou nota da AGV que orienta os associados da entidade optantes pelo Simples Nacional a depositarem em juízo os valores devidos ao Estado do Rio Grande do Sul referentes ao diferencial de alíquotas de ICMS em operações interestaduais. “Estamos com uma forte campanha que leva o slogan ‘Pequenas empresas, grandes impostos? Isso não dá certo’”, apresentou.

Perspectivas econômicas

Noer ainda falou de perspectivas e desenvolvimento do varejo no Rio Grande do Sul. Entre outros dados, falou do crescimento do PIB, cuja expectativa para 2013 é de 2,8% para o Brasil e de 3,4% a 4% para o Rio Grande do Sul. Quanto à taxa média de desemprego, a estimativa nacional é de 5,1%, com inflação de 5,8%. A taxa de câmbio médio deve fechar em R$ 2,04 e a taxa de juros ao ano em 8,5%.

“O Brasil não tem condições de produtividade para enfrentar seus principais concorrentes no mercado mundial. Aumentam os salários e o índice de produtividade é o mesmo que apresentamos em 2003, há 10 anos. Isso gera custos de produção, com os clientes comprando mais caro e, assim, gerando inflação. Só vamos crescer mais quando voltarmos a investir em produtividade e infraestrutura”, avaliou.

Inadimplência e boa safra no segundo semestre

O presidente da AGV ainda falou de inadimplência, política e ferramentas nas concessões de crédito no varejo. “O governo tem estimulado o consumo para a casa própria e os automóveis. Isso compromete a renda das famílias por 5 a 30 anos, o que influencia nos demais negócios e eleva a inadimplência”, ponderou Noer.

Paralelamente a isso, o palestrante anunciou que a expectativa de safra é muito boa para 2013. “Os reflexos da venda de grãos serão percebidos principalmente no segundo semestre. E isso reflete diretamente nas vendas do comércio. Este período representa até 60% das vendas no ano”, concluiu.

Sobre o tema inadimplência também foi a participação do representante da CDL Porto Alegre, Paulo Borba, que focou nos serviços do SCPC. Entre números e índices, frisou que a qualidade do crédito é mais importante que a busca de novas oportunidades comerciais. “Conceder crédito implica em aceitar riscos, requer conhecimento do tomador do crédito e necessita de políticas de crédito adequadas. A primeira forma de ganhar dinheiro é parar de perder.”

Numa definição do que a política de crédito estabelece, ele salientou o nível de risco, taxa de juros, prazo de operação, garantias, análise creditícia e políticas de recuperação do inadimplemento. Especificamente quanto aos serviços do SCPC, Borba adiantou que a administradora do sistema conta com banco de dados com mais de 200 milhões de consultas mensais sobre consumidores e empresas, mais de 110 milhões de registros de dívidas em atraso e mais de duas mil entidades de classe e distribuidores em todo Brasil. “O SCPC tem por finalidade facilitar as operações comerciais e aumentar a segurança na concessão de crédito e no recebimento de cheques”, disse.

Especificamente sobre Teutônia, cujos serviços do SCPC são oferecidos pela CIC aos seus associados, Borba concluiu que as empresas locais levam em média 185 dias para registrar o inadimplente após a data de vencimento. “A recuperação desse crédito é de 18,2% após 30 dias do registro, contra 8,02% de exclusões anteriores a divulgação do registro”, apresentou. Num comparativo com Porto Alegre e o Estado como um todo, existe uma grande diferença: respectivamente, tempo médio entre o vencimento e o registro de 60 dias e 189 dias; percentual de exclusões até 30 dias do registro, 61,94% e 39,98%; e percentual de exclusões anteriores a divulgação do registro, 40,36% e 21,04%. “O profissionalismo das empresas tem grande impacto nos índices de inadimplência. Quanto maior o volume de registros, melhores são os índices de recuperação de crédito”, encerrou o palestrante.

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